Resultados da pesquisa

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Atuação do Fisioterapeuta na Unidade de Terapia intensiva (UTI).

I. O que é uma Unidade de Terapia Intensiva?

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) caracteriza-se como um local para o adequado tratamento dos indivíduos que possuem um distúrbio clínico importante. Neste local existe um sistema de monitorização contínua que permite o rápido tratamento para os pacientes graves ou que apresentam uma descompensação de um ou mais sistemas orgânicos. A equipe que atua e presta atendimento neste local é multiprofissional, e é constituída por: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas cardiorrespiratórios, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

II. Qual o papel do fisioterapeuta na UTI?

A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. Ela também atua na otimização (melhora) do suporte ventilatório, através da monitorização contínua dos gases que entram e saem dos pulmões e dos aparelhos que são utilizados para que os pacientes respirem melhor. O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão.

III. Quais recursos o fisioterapeuta utiliza nas UTIs?

O fisioterapeuta utiliza técnicas, recursos e exercícios terapêuticos em diferentes fases do tratamento, sendo necessário para alcançar uma melhor efetividade a aplicação do conhecimento e das condições clínicas do paciente. Assim, um plano de tratamento condizente é organizado e aplicado de acordo com as necessidades atuais dos pacientes, como o posicionamento no leito, técnicas de facilitação da remoção de secreções pulmonares, técnicas de reexpansão pulmonar,técnicas de treinamento muscular, aplicação de métodos de ventilação não invasiva, exercícios respiratórios e músculo-esqueléticos.


IV. Qual vantagem de ter o fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar?

A presença do especialista em fisioterapia cardiorrespiratória é uma das recomendações básicas de todas as UTIs. O trabalho intensivo dos fisioterapeutas diminui o risco de complicações do quadro respiratório, reduz o sofrimento dos pacientes e permite a liberação mais rápida e segura das vagas dos leitos hospitalares. A atuação profissional também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e das vias respiratórias, proporcionando uma economia nos recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. Diante disso, a atuação do fisioterapeuta especialista nas UTIs implica em benefícios principalmente para os pacientes, mas também para o custo com a saúde num geral.


Fonte: Assobrafir - Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fisioterapia ajuda a respirar melhor

Especialidade trata e previne doenças ligadas às vias aéreas, comuns nessa época do ano. Exercícios ajudam a aumentar capacidade pulmonar

Vítima de sinusite crônica, a professora Ana Lúcia de Souza
recorreu à ajuda da fisioterapeuta Juliana Fonseca:
"Antes entrava no antibiótico e não dormia.
Agora, durmo muito bem
"

O avanço do outono já anuncia a chegada de um dos períodos do ano mais temidos por pessoas que convivem com doenças respiratórias: o inverno. A baixa umidade do ar é ingrediente certeiro para o ressecamento das vias aéreas, abrindo brecha para complicações provocadas pela sinusite, bronquite e asma. Para amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida daqueles que são acometidos por essas doenças, uma especialidade da fisioterapia – até então muito associada à ortopedia esportiva – se mostra a principal aliada.


A fisioterapia respiratória ganha cada vez mais visibilidade no tratamento e prevenção de enfermidades ligadas às vias aéreas. Com a adoção de técnicas que incluem higiene, estímulo expectoração, ampliação da capacidade respiratória e fortalecimento da musculatura torácica, é possível mitigar as principais reações provocadas por essas doenças. “Pessoas que têm alteração no sistema respiratório precisam readequá-lo. Com técnicas de fisioterapia que incluem exercícios, é possível reaprender a respirar, usando maiores volume e capacidade pulmonares”, explica Silano Souto Mendes Barros, fisioterapeuta com especialização em fisioterapia em terapia intensiva.

Ao ampliar a capacidade respiratória, a oxigenação dos tecidos é favorecida e o resultado é a melhoria da qualidade de vida. “Do contrário, as pessoas ficam cansadas mais rápido, reduzem as atividades físicas e podem comprometer inclusive a vida sexual e rendimento no trabalho”, observa Silano. Por isso a importância de priorizar uma respiração correta e que amplie a capacidade pulmonar. Segundo Jocimar Martins, presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespitarória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir), a especialidade tem papel fundamental na melhoria do condicionamento muscular. “E com isso, são maiores os benefícios fisiológicos e capacidade de praticar exercícios”, acrescenta.

Preparo para crises

Os resultados vão além. Há ainda técnicas que preparam o corpo para reagir da melhor forma possível a uma futura crise. “Com a fisioterapia, é realizado o fortalecimento da musculatura respiratória, que ganha resistência. Com isso o condicionamento físico melhora e o controle da respiração também. Esse processo permite prevenir as crises”, observa a professora de fisioterapia da Faculdade Estácio de Sá Juliana Fonseca.

Com o avanço das sessões e melhoria do quadro do paciente, fatalmente o uso de medicamentos será reduzido. “Esste é um grande aliado do tratamento medicamentoso. Uma pessoa com asma, por exemplo, pode reduzir a quantidade de remédio e ficar apenas com a bombinha no caso de ter uma crise”, afirma a especialista. A professora Ana Lúcia Faria de Souza é prova dos resultados do tratamento. “Antes de fazer a fisioterapia, eu ia direto para o hospital e entrava no antibiótico. Hoje não tomo mais”, conta.

Vítima de uma sinusite crônica, ela nunca imaginou que existisse tratamento fisioterapêutico para seu caso. “Foi o médico que indicou. Hoje não fico mais sem principalmente porque antes não dormia, por conta da apneia. Agora durmo muito bem”, garante. Durante as sessões, Ana Lúcia passa por uma série de etapas, entre elas a de fortalecimento dos músculos respiratórios. “Existe uma forma de abdominal que auxilia nesse processo e com isso me sinto muito melhor. Além disso, faço exercícios para manter a respiração mais leve”, explica. As sessões incluem ainda um procedimento fundamental, a limpeza das vias aéreas superiores, ou seja, o nariz. “Com o uso de soro fisiológico limpa-se tudo e respiro muito melhor”, explica a professora.

Secreção deve ser expelida

Quem sofre de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – conjunto de doenças que inclui bronquite e enfisema, por exemplo – deve aprender a viver com a constante hipersecreção. A tosse e o transporte mucociliar são importantes mecanismos de expulsão dessa secreção, mas ficam comprometidos em pessoas que apresentam as doenças respiratórias.

Esse é um fator que requer bastante atenção. Segundo Jocimar Martins, da Assobrafir, o acúmulo de secreção brônquica, principalmente em regiões periféricas, torna-se um meio propício para colonização de bactérias, infecções e até hospitalização. “Porém, esse ciclo pode ser alterado por meio de diferentes intervenções. Várias técnicas de fisioterapia respiratória têm sido desenvolvidas para aumentar a remoção da secreção em pacientes em que a retenção ocorre nos brônquios”, observa.

Entre elas, a técnica Eltgol, que alcança regiões do pulmão onde a tosse não consegue chegar e, dessa forma, não é eficaz no processo de expulsão. “Essas secreções retidas podem provocar pneumonia e piorar o quadro do paciente”, alerta Jocimar, que liderou um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e premiado no Congresso da European Respiratory Society, na Alemanha, em 2006, mostrando os efeitos da técnica Etgol.

Outra importante alternativa para reduzir o processo de produção da secreção é manter a umidade do nariz. “Quando o tempo está muito seco, as vias aéreas superiores têm um desgaste muito grande para umidificar e aquecer o ar para chegar de forma adequada ao pulmão”, explica Jocimar. Para não colocar a mucosa sob estresse, é fundamental a limpeza constante do nariz com soro fisiológico. “De manhã e à noite já é suficiente para não deixar acumular essa secreção”, orienta a especialista.

Por Paula Takahashi - Estado de Minas

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

QUEIMADURAS

As queimaduras são lesões causadas por calor, substâncias corrosivas, líquidos e vapores, podendo ocorrer também pelo frio intenso e por radiação solar e elétrica. 

Quando apenas a pele é afetada, chamamos de queimadura superficial. Ocorrem vermelhidão, inchaço e até bolhas. Se o tecido subcutâneo é comprometido, a queimadura é profunda, ficando a pele muito vermelha ou escura, podendo inclusive, soltar água. 

Considerando a profundidade, as queimaduras são classificadas em:

Primeiro grau: quando a lesão é superficial. Aparecerão vermelhidão, inchaço e dor. 

• Segundo grau: quando a ação do calor é mais intensa. Além da vermelhidão, aparecem bolhas ou umidade na região afetada. A dor é mais intensa. 

Terceiro grau: há destruição da pele. Atingem gordura músculo e até ossos. Pela destruição das terminações nervosas, ocorre pouca ou nenhuma dor. A pele apresenta-se esbranquiçada ou carbonizada.

A extensão da área queimada é, muitas vezes mais importante do que a profundidade da lesão para determinar a gravidade. É o caso de uma queimadura de primeiro grau, que, por exemplo, pode atingir uma ampla área do corpo.

A extensão é medida em porcentagem da área total da superfície do corpo. É a "regra dos nove", que divide o corpo em áreas de aproximadamente 9%, utilizada para calcular a extensão da queimadura e decidir o tipo de tratamento, conforme a figura ao lado.






A queimadura sempre exige socorro imediato !

Como proceder?

• Se a roupa estiver pegando fogo, abafe com um cobertor. Mantenha a pessoa deitada. 

• Se a roupa estiver molhada, retire-a imediatamente. O tecido mantém o calor do líquido. 

• Retire da área queimada qualquer roupa apertada. Não se esqueça de que as queimaduras podem causar inchaços. 

• Cubra suavemente a queimadura com um pano limpo de tecido de algodão (lençol, fronha, fralda ou lenço). Evite tecidos sintéticos. 


O que não fazer? 

• Nuca passe óleo, manteiga, creme ou loção anti séptica. 

• Não tente retirar pedaços de roupa queimada que tenham grudado na pele.

• Não mexa na queimadura, principalmente se a pele estiver levantando. 

• Nunca arranque a pele. 

• Não fure a bolha. 

• Não passe material felpudo ou chamuço de algodão. 


Quando procurar um médico? 

• Quando a queimadura tiver mais de um palmo. 

• Se a pele tiver sido destruída. 

• Quando não souber definir a gravidade da queimadura, em especial se tiver atingido o rosto, mãos ou pés. 

• Se, após três dias, a queimadura não começar a cicatrizar. 

As queimaduras na boca e na garganta são muito perigosas porque causam rapidamente inchaço e inflamação das vias respiratórias, que pode bloquear a passagem de ar, com sério risco de asfixia. Há necessidade de cuidados médicos urgentes. 


Queimadura de sol

A queimadura solar tem sintomas equivalentes às queimaduras leves: a pele fica avermelhada, quente, dolorida e podem aparecer bolhas.

Como proceder?

• Esfrie a pele com banho frio de chuveiro ou chuveiro. 

• Se não tiver banheiro ou chuveiro, cubra a pessoa por dez minutos com toalhas 
umedecidas em água fria.

• Enxugue a pele delicadamente com toalha macia felpuda ou pano de fralda. 

• Aplique loção de calamina (Caladryl) ou outra loção refrescante. Pode ser usado talco mentolado ou compressas frias de bicarbonato de sódio. (1 colher das de café para cada litro de água). 

• Mantenha a área coberta e longe do sol por vários dias, até a sensibilidade da pele voltar ao normal. 

Insolação

A insolação é um acidente grave provocado por calor excessivo ou exposição direta e prolongada ao sol. É causada por um distúrbio no mecanismo de controle da temperatura do corpo, e pode provocar febre alta, acima de 39º, pulsação acelerada, enjôo
e vômitos, tonturas e até desmaio. 

Como socorrer em caso de insolação?

• Dê um banho frio de chuveiro ou banheira, ou cubra o corpo da pessoa com toalhas molhadas em água fria. 

• Deite-a em lugar fresco, arejado e à sombra.

• Molhe seus lábios, para aliviar a secura. Dê pequenos goles de água com sal (1 colher de sal para cada litro de água). 

• Depois, dê bastante água ou refrigerante para hidratar. 

• Jamais dê bebida alcoólica. 

Procure um médico se a pessoa desmaiar. Fique atento à respiração e à pulsação.

Queimaduras por produtos químicos

As queimaduras por produtos químicos são sempre graves. Geralmente, são causadas por produtos de higiene, cal, gasolina, álcool e cândida (água sanitária). 

Como proceder?

• Coloque, imediatamente, a pessoa vestida debaixo de um chuveiro, com a água fria, retirando a roupa em seguida. 

• Lave completamente a parte atingida, usando grande quantidade de água corrente. 

• Aplique uma atadura esterilizada sobre a região afetada e conduza a vítima imediatamente ao pronto socorro. 

Atenção: Não use outros produtos para tentar neutralizar o agente causador da queimadura. Isso pode agravar ainda mais as lesões. 


Em caso de queimaduras nos olhos, deixe a água escorrer sobre eles por cinco minutos seguidos, e procure imediatamente socorro médico. 

Queimaduras por eletricidade

É muito importante você saber que, quando uma corrente elétrica atinge o corpo, podem ocorrer queimaduras. Embora os danos sejam visíveis, pode ocorrer uma sequência de danos internos. 

As queimaduras por eletricidade geralmente são causadas por raio ou correntes de baixa ou alta voltagem. Um choque elétrico pode causar parada cardíaca e respiratória. Nesse caso, a queimadura em si passa a não ser tão importante. Para salvar a vida da vítima, faça reanimação com a máxima urgência. 

Em caso de choque elétrico, desligue sem demora a força elétrica, antes de tocar na pessoa.

Não seja você a próxima vítima!

Se você não souber onde ou como desligar a chave geral de energia, não estando a vítima molhada, puxe-a pelas roupas até desgrudá-la da fonte que provocou o choque. 

Caso a pessoa esteja presa a um fio elétrico, use um cabo de vassoura para remover o fio. 

Em caso de choque em criança que introduziu um objeto de metal em uma tomada elétrica, primeiro desligue a chave geral da caixa de energia elétrica, depois remova a criança.

Geralmente, as queimaduras causadas por eletricidade são profundas, e sempre devem ser examinadas por um médico. 



Queimaduras: Conselhos Úteis

• Jamais deixe uma frigideira ou panela com gordura quente no fogão. 

• Evite deixar panelas ao alcance de crianças. 

• Nunca jogue água sobre o fogo provocado na frigideira pela queima da gordura. Para apagá-lo, tampe a panela ou cubre-a com um pano. 

• Vire os cabos das panelas e frigideiras para o lado de dentro ou para o fundo do fogão. 

• Em ambiente com criança, mantenha protetores de tomadas. 

• Produtos de limpeza, químicos e de higiene pessoal devem ser mantidos longe do alcance de crianças e em lugar seco. 

• Álcool e gasolina jamais devem estar ao alcance de menores e sempre distantes de locais onde haja fogo.• Quando usar churrasqueira, nunca borrife álcool. Procure formar brasa naturalmente ou gel específico.

Fonte: Clínica Deckers

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Artrose - Doença pode afetar jovens obesos

A dor vai chegando aos poucos. Primeiramente, a sensação de incômodo acontece pela manhã ou após muito tempo em que as juntas ficam na mesma posição ou paradas. A artrose, que consiste no desgaste das articulações, normalmente começa assim. Um dos primeiros sintomas é dor no joelho ao subir e descer escadas ou ao agachar. Com o tempo, as dores tornam-se mais agudas e frequentes, podendo acometer também o quadril e a coluna. 

Antes, a doença era característica da terceira idade. No entanto, devido aos hábitos modernos, hoje não é raro encontrar um jovem que sofra com o problema, especialmente os obesos. O ortopedista Rodrigo Egger, de Londrina, afirma que a quantidade de jovens com artrose aumentou nos últimos anos. Segundo ele, isso acontece porque atualmente as crianças e os adolescentes se movimentam menos. 

''É raro uma criança que vai a pé para a escola. Além disso, elas passam muito tempo em frente à televisão e ao computador e, para piorar, comem de forma errada'', ressalta. Outro fator que contribui é o fato de a criança não praticar atividade física. ''Com isso, ela não desenvolve a musculatura como deveria'', diz. 

Apesar de a artrose não ser comum na infância, o médico explica que os hábitos inadequados nessa fase aumentam a probabilidade de a doença aparecer na idade adulta. 

De acordo com Egger, entre as principais causas para da doença estão a prática de esporte de alto impacto e o sobrepeso. ''Para prevenir a artrose é necessário manter a articulação saudável. Para tanto, é preciso se movimentar, não ficar acima do peso e ter um bom fortalecimento muscular'', orienta. 

O médico enfatiza que a artrose pode limitar muito a vida da pessoa e que o tratamento depende do grau em que a doença se encontra. ''Existem quatro graus. Quando a cartilagem começa a amolecer trata-se do primeiro; quando começa a perder a estrutura é o segundo; se há pequenas lesões e algumas partes do osso chegam a ficar expostas é o terceiro; e, por fim, quando a lesão já se formou, a artrose está definitivamente instalada e a doença chegou ao último grau, que é o mais grave'', explica. 

Entre os tratamentos indicados estão o uso de medicamentos e até a cirurgia. ''Alguns medicamentos podem ser injetados diretamente na articulação para melhorar a nutrição e fortalecer a cartilagem'', destaca Egger. 

Ele salienta que é necessário tratar a doença para que não evolua. ''Em casos extremos é necessário substituir a superfície articular por uma prótese. Colocar uma prótese em uma pessoa com menos de 60 anos é muito ruim, pois intefere demais na qualidade de vida'', disse o médico, ressaltando que a lesão que se instalou não regride. ''A gente trata para a doença não evoluir'', finaliza.

Paula Costa Bonini

domingo, 13 de janeiro de 2013

A síndrome dos 20 e tantos



"Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.



As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até lhe incomodam.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!

Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.

O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…

Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?"

(Autor Desconhecido)

Quais são os males de utilizar uma bolsa muito pesada?


Sua bolsa vai lhe gerar artrite? Isso para não mencionar as hérnias discais e joelhos ruins. Levar uma carga pesada durante um tempo, pode lhe dar anos a mais no seu corpo!

Estudos mostram que metade das mulheres sofrem de dor por carregar bolsas pesadas. E agora, os homens também sofrem, de acordo com nova pesquisa pela British Chiropractic Association.

"Homens com bolsas ou mochilas pesadas, em média 6,2 kg, colocar uma tensão desequilibrada e estresse sobre o corpo, o que pode levar a dor, má postura e problemas de saúde." diz Rishi Loatey, da associação britânica de Quiropraxia. "Eu tenho notado um aumento de pacientes com dor no pescoço e trapézio devido ao transporte frequente de cargas pesadas." ele adiciona.

"Carregar uma bolsa tem um enorme impacto sobre postura e movimento." diz a fisioterapeuta Bupa Russell Stocker. "Embora você possa não notar, drasticamente seu corpo se adapta e compensa. Isso foi ainda mais acentuado quando utilizado salto alto."

PESCOÇO

Quando você carrega uma bolsa, seu pescoço se inclina naturalmente se afastando da carga para ajudar a equilibrar o peso.

Isso gera tensão no lado escriturado do pescoço e compressão no lado oposto.

Por isso, a distância entre o pescoço e o ombro aumenta", diz Russell.

O problema é que isso ocorre onde um feixe de nervos se unem (formando o plexo braquial) antes de executar no braço; a tensão pode levar à inflamação muscular e dor.

"Ao longo do tempo, isso poderia desencadear um episódio agudo" ', diz ele, pode haver espasmos musculares, restringindo a circulação e causando dor.

OMBROS E COSTAS

O ombro, devido ao peso, é girado para trás e fica levantado com o tempo, explica Russell.

Isso afeta os músculos de baixo para cima das costas, escápulas e paravertebrais.

Como médico ortopedista do Bupa, Dr. Leon Creaney explica: "A músculatura não vai segurar a coluna corretamente, então a tendência da pessoa é a má postura, com as costas e ombros curvados.'

A longo prazo, isso pode levar a artrite dolorosa nas articulações. "O lado do corpo que não carrega a bolsa, inclina-se para longe, triturando a parte inferior das costas deste lado, ao mesmo tempo, estendendo-se ainda mais do outro." acrescenta Russell.

Isto comprime as vértebras, empurrando-as para baixo.

Carregando uma bolsa pesada pode, ao longo do tempo, também causar degeneração discal e prolapso, diz Dr Creaney. 

"Este pode ser agonizante e até mesmo exigir cirurgia". explica — "...e carregando uma bolsa pesada pode levar a degeneração de disco mais rápido.

"Tendo uma carga pesada de um lado também pode causar compressão e irritação dos nervos espinhais — possivelmente levando a dor ciática, que também é muito dolorosa."

BRAÇOS

O braço carregando a bolsa permanece estático durante a caminhada para manter a carga equilibrada.

"Isto é completamente diferente para o movimento de balanço natural que fazemos ao caminhar.", diz Russell.

"Sem o balanço normal do braço usado como um mecanismo de equilíbrio, pode torná-lo um pouco instável e realmente significa que precisa de maior esforço para avançar.

Os nervos nos braços também podem tornar-se irritados com a pressão da bolsa, levando a dor crônica.

QUADRIS E PERNAS

A longo prazo, as mulheres podem desenvolver artrite pelo aumento da pressão. "Carregando uma bolsa, a pessoa caminha de forma diferente, e as alterações da forma, como as forças, atuam através do sistema esquelético, o que poderia causar problemas e dor.", diz Russell.

Quanto maior for a carga da bolsa, é maior a pressão sobre as articulações da perna. Durante um longo período, a força sobre os joelhos pode causar desgaste e problemas nas articulações.

"Com uma bolsa pesada, a pessoa também toma medidas mais curtas — uma adaptação provavelmente faz seu corpo controlar melhor a carga e permanecer na posição vertical." ele adiciona.

Fonte: Fisioterapia.com

domingo, 6 de janeiro de 2013

Conheça mitos e verdades sobre exercícios abdominais

Receita "infalível" para perder a barriga, todo mundo tem. Para entender o que faz sentido e pode dar resultado em um programa para fortalecer o abdome, a Folha de São Paulo perguntou a educadores físicos, treinadores, fisiologista e fisioterapeuta o que há de mito e de verdade nas orientações para esses exercícios.

Tire suas dúvidas a seguir:

Exercício localizado faz perder barriga?

Não. "O que faz perder barriga é uma boa dieta", afirma o fisioterapeuta Leonardo Machado. Atividade aeróbica também ajuda, porque aumenta o gasto calórico.

"No treino aeróbico a pessoa perde gordura no corpo todo, não apenas na barriga", diz Saturno de Souza, diretor técnico da rede Bio Ritmo. E os exercícios localizados não fazem com que a perda de gordura ocorra em uma região específica.

"O gasto calórico dos abdominais é irrisório, não serve para emagrecer", diz Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.

É melhor fazer os exercícios todos os dias ou deixar o músculo descansar?

O aumento da massa muscular não acontece durante o exercício, mas sim no período de repouso, explica o fisiologista do exercício Turíbio Leite de Barros, professor da Unifesp.

"É preciso pelo menos 24 horas de descanso para o músculo recuperar o estoque de energia gasto durante o exercício e se refazer dos microtraumas provocados pelo esforço. É esse processo que cria volume e definição muscular", diz.


O ator e musico Rafael Rezende faz meia hora semanal 
de exercícios abdominais mais treino diário geral

Quem não tem como objetivo uma barriga hipertrofiada pode fazer os exercícios abdominais diariamente, desde que não sejam muito intensos e que trabalhem diferentes músculos a cada dia --por exemplo, alternando exercícios para os retos do abdome e para os transversos--, sugere Saturno de Souza, diretor técnico da rede Bio Ritmo.

Aparelhos resolvem ou é melhor usar o peso do próprio corpo?

Para acionar vários grupos musculares na execução de um exercício, o melhor é usar o peso do próprio corpo, diz Luciano D'Elia, especializado em treino funcional.

No aparelho, os músculos são trabalhados de forma isolada, algo que não acontece quando a pessoa se movimenta normalmente para realizar atividades cotidianas.

Estudos realizados no departamento de cinesiologia da faculdade de Los Angeles com aparelhos que medem com eletrodos a atividade muscular mostraram que, sem aparelhos, o trabalho dos músculos é um pouco maior, conta Eduardo Neto, diretor técnico das academias Bodytech.

Mas os aparelhos podem ser vantajosos para o iniciante, porque evita que a pessoa force outras partes do corpo, como o pescoço, durante a execução do exercício, diz o educador físico Saturno de Souza.

Quais são as principais características dos novos abdominais?

Para começar, os exercícios abdominais do momento não são feitos com a pessoa deitada no chão ou sentada, como nos treinos de abdome convencionais. Alguns desses movimentos nem mesmo parecem abdominais.

"Fazemos, por exemplo, exercícios de agachamento, parece que são para a perna. Mas o aluno tem que fazer o movimento contraindo o abdome, para manter a postura, e assim ele também exercita os músculos dos glúteos e da região lombar", conta o professor Luciano D'Elia, que é especializado em treino funcional.

Os "novos" abdominais incluem exercícios isométricos -- caracterizados pela contração muscular sustentada por algum tempo, sem que aconteça o movimento das articulações.

Esses exercícios substituem aquelas numerosas repetições das flexões tradicionalmente usadas para o fortalecimento da barriga. Já há um consenso na área acadêmica que esse tipo de abdominal não é tão eficiente e acaba aumentando o risco de lesão na coluna, especialmente na lombar.

Agora, "a pessoa é deixada por alguns segundos em uma posição que exija a contração do abdome e dos glúteos, como acontece em algumas posturas invertidas da ioga", exemplifica a educadora física Juliana Romantini, professora da academia Cia. Athletica.

Gerar instabilidade, fazendo a pessoa subir em uma bola ou ficar de pé em uma prancha, é outra estratégia utilizada nas novas aulas de abdominais para trabalhar a musculatura mais profunda da região.

Quanto maior o número de repetições, melhor é o resultado do treino para fortalecer o abdome?

Não é verdade. Os abdominais são músculos naturalmente solicitados o tempo todo: você os usa para manter a postura ereta, caminhar e levantar objetos. "Não é preciso muitas repetições em aula para tonificar a barriga", diz Juliana Romantini, professora da Cia. Athletica.

E para quem quer resultados mais visíveis, como uma barriga tanquinho? "Muita repetição não é o mais indicado para ganhar definição muscular. Esse resultado pode ser obtido com uma combinação de treino, alimentação e repouso", afirma o educador físico Luciano D'Elia, especialista em treino funcional.

Dá para ganhar uma barriga 'chapada' em um mês de treino?

Até dá, mas vai perder rápido também. O corpo funciona em ciclos: ao atingir o condicionamento máximo passa a perder o que ganhou. "Muitos tentam reverter isso se enchendo de suplementos e anabolizantes", diz Saturno de Souza. Resultados visíveis e duradouros só surgem depois de 10 a 12 semanas de treinos.

Os resultados dos abdominais são iguais para homens e mulheres?

O metabolismo masculino favorece o ganho de massa muscular, que é bem maior e mais rápido neles, afirma o fisiologista do esporte Turíbio Leite de Barros, da Unifesp. Mas, em compensação, os homens têm mais facilidade de acumular gordura apenas na região da barriga (enquanto nas mulheres o acúmulo maior costuma acontecer na região do quadril).

A delegada Fernanda Rivaben faz treinos
específicos para manter a barriga sequinha

Os exercícios abdominais podem ser os mesmos para homens e mulheres. "O que vai mudar é a intensidade do treino e a carga, que são maiores para os homens", afirma o educador físico Luciano D'Elia.
Abdominais devem ser os últimos exercícios da sessão de musculação?

É controverso. "É mais seguro deixar os abdominais para o final. Se esses músculos já estiverem cansados, o aluno não conseguirá segurar a postura nos outros exercícios, o que elevará o risco de lesão", defende o professor Saturno de Souza.

O treino funcional prega o oposto, mostra o professor Luciano D'Elia: "O centro do corpo é a parte mais importante do treino, precisa ser exercitada no momento de maior pique, logo após o aquecimento".

Fazer apenas exercícios aeróbicos é suficiente para acabar com a barriga?

Aeróbicos são a melhor forma para acabar com o excesso de gordura abdominal, afirma Turíbio Leite de Barros. Mas esses treinos não dão resultados sem uma reeducação alimentar, lembra o fisioterapeuta Leonardo Machado.

Para a professora de educação física Juliana Romantini, da academia Cia. Athletica, não adianta só perder gordura. "Se a pessoa tem hábitos posturais que fazem a barriga saltar, precisa de exercícios para corrigir isso."

É bom manter a barriga sempre contraída?

Nenhum grupo muscular foi feito para trabalhar o dia todo, responde o fisioterapeuta Leonardo Machado. "Só os músculos do coração e do diafragma fazem isso, mas de forma alternada", diz ele.

Manter o abdome sempre contraído inverte a curvatura lombar, aumentando a pressão nos discos intervertebrais. A contração também faz pressão sobre os órgãos e dificulta o trânsito intestinal, o que pode causar de gases a hérnias, segundo Machado.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo. Acessado em 06/01/13.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Atividades físicas que serão tendência em 2013


Amigos. O ano está terminando, ano novo é tudo de bom né?! Então que tal irmos pensando desde já em uma atividade física para praticar e iniciarmos 2013 super bem e almejando um ano inteiro de saúde, bora? Pensando em facilitar a vida de vocês, olha como sou boazinha. Preparei uma lista, que de acordo com os pesquisadores da Georgia State University nos - EUA, serão as atividades físicas que estarão super em alta em 2013. Veja e escolha a que mais combine com você e que seja adequada aos seus objetivos.

A lista inclui exercícios com peso, fortalecimento dos músculos do coração e para emagrecer. Então, vamos à ela.
  •  Pilates
Além de exercícios de abdominais como também alguns exercícios específicos do Pilates tem o objetivo de fortalecer músculos, em especial ao fortalecimento do core – são pares de músculos que incluem: alguns músculos do abdômem, os glúteos (músculos do bumbum) e da coluna lombar. Juntos eles funcionam com a função de suporte para a coluna vertebral. Quando estão bem fortalecidos, aumenta a resistência física e ainda melhora a postura.
  • Treino Funcional
Treinamento funcional para quem não conhece, é um treino que trabalha ocorpo de forma global, tendo com objetivo trabalhar com a aptidão cardiorrespiratória, a força, postura, equilíbrio muscular, entre outros benefícios.
  • Musculação
Aê, quem não ama?! A musculação uma atividade muito procurada pelas pessoas que gostam de exercícios físicos e em 2013 não será diferente. É uma atividade que praticada corretamente e acompanhada de uma boa alimentação (sempre necessário seja qual for a atividade desenvolvida) resulta em músculos desenvolvidos e definidos como também força muscular. Além de ser uma atividade bastante recomendável para prevenção e tratamento de doenças.
  • Exercícios Aeróbicos
Exercícios para emagrecer no modo geral continuaram super em alta em 2013. A maioria dos alunos que procuram um Profissional de Educação Física é com o objetivo de perder aqueles quilinhos indesejáveis. Algo que incomoda esteticamente e, muitas vezes causa riscos à saúde. E nada melhor que exercícios aeróbicos para ajudar nesse objetivo.
  • Personal Trainer
A procura por serviços individuais está em alta. Um personal Trainer tem a função de elaborar o um treinamento específico para você conquistar seus objetivos e o melhor, te acompanhar e orientar exclusivamente. O custo é um pouco alto, mas evita muitos riscos como realizar exercício de maneira errada.
Bom amigos, está foi a lista das atividades que serão mais procuradas em 2013. Mas não esqueçam, procure a atividade que mais combine com você e que você se agrade em fazer, por que assim permanecerá na prática por mais tempo e conseguirá seus objetivos. Normalmente, algumas pessoas não dão continuidade ao exercício físico escolhido, por que foi praticar sem conhecer direito. Procure, pesquise, pratique. Se não gostou, mude e encontre a sua preferida!

Obs: É sempre importante lembrar que antes de iniciar qualquer exercício físico, deve-se passar pelo Médico e em seguida procurar um profissional de Educação Física ou Fisioterapeuta.



A Spaço Pilates em Pará de Minas tem todas as modalidades descritas acima, ligue e agende a sua aula experimental gratuita pelo (37) 3237-1606.

Colaboração: Leiliane Lima (Papo Doce.com)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Reumatismo

Afinal de contas, o que é reumatismo e o que a fisioterapia tem haver com isso?

Reumatismo é o nome popular dado às doenças reumáticas, que são compostas por mais de cem doenças distintas que acometem o sistema músculo-esquelético, ou seja, ossos, articulações (“juntas”), cartilagens, músculos, fáscias, tendões e ligamentos. Além disso, essas doenças também podem comprometer diversos órgãos do corpo humano, como os rins, o coração, os pulmões e o intestino, assim como a pele.


As doenças reumáticas mais conhecidas são: osteoartrose, artrite reumatóide, osteoporose, gota, lúpus, febre reumática, fibromialgia, tendinite, bursite e diversas patologias que acometem a coluna vertebral.

Reumatismo não é uma “doença de velho”, pois pode ocorrer em qualquer idade, acometendo jovens, crianças e, inclusive, recém-nascidos.

Segundo estatísticas, 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de doença reumática, o que pode gerar, além do sofrimento pessoal, reflexos na vida sócio-econômica do país, uma vez que estas doenças enquadram-se entre as principais causas de incapacidade física e de afastamento temporário ou definitivo do trabalho.

Quem tem alguma doença reumática pode apresentar dor e calor nas articulações, edema (“inchaço”), rigidez matinal (dificuldade para movimentar as articulações ao acordar de manhã), fraqueza muscular e, conforme a patologia, lesões de pele, dor de cabeça, queda de cabelo, fadiga, emagrecimento e febre.

As doenças reumáticas não são contagiosas e podem ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, trabalho intenso, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas.

Essas doenças devem ser tratadas para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida, sem dores, sem o agravamento das lesões e sem maiores disfunções e deformidades articulares, que, por vezes, podem ser definitivas.

O tratamento das doenças reumáticas consiste na administração de drogas analgésicas e antiinflamatórias, de injeções locais de corticosteróides (infiltrações), de medicamentos próprios para o controle da doença e fisioterapia.

No tratamento das doenças reumáticas, a fisioterapia proporciona ao paciente uma reeducação física e funcional através do alívio da dor e da rigidez articular, da recuperação dos movimentos, do reforço e do relaxamento muscular, da prevenção ou tratamento das deformidades e, quando o paciente já apresentar seqüelas definitivas, auxilia na reabilitação profissional, desenvolvendo ao máximo o potencial residual existente, adaptando este paciente às novas condições de vida.

Todos esses benefícios podem ser obtidos por um programa de fisioterapia elaborado especificamente para tratar o paciente como um todo, levando-se em conta não somente o que o paciente está apresentando, mas também tentando-se atuar nas causas dos sintomas.

Para o tratamento de pacientes que apresentam essas doenças, o fisioterapeuta dispõe de uma variedade de recursos como, por exemplo, gelo, ultra-som, correntes elétricas, laser, massagens, mobilizações articulares, trações, alongamentos, técnicas para relaxamento e reforço muscular, assim como exercícios específicos para cada paciente.

Os pacientes ainda podem se beneficiar com o tratamento em piscina térmica, que é conhecido como hidroterapia ou fisioterapia aquática, onde são realizadas todas essas técnicas de mobilizações articulares, relaxamento e reforço muscular, com a vantagem de se estar em um meio que possibilita o alívio imediato de dores, proporcionando uma enorme sensação de bem estar e prazer.

Todo o tratamento com fisioterapia deve ser baseado em uma abordagem global, atendendo e assistindo o sujeito integralmente, com o objetivo de propiciar uma reabilitação mais completa e abrangente, em âmbito físico, psíquico, social e emocional, melhorando, significativamente, a qualidade de vida desses pacientes.

Fonte: www.sociedadefisioterapia.com.br

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Afinal, estalar as articulações faz bem ou faz mal?

O que faz com que os dedos, quando estalem, façam barulho?

Articulações são pontos de encontro de dois ossos com tecidos conectivos e ligamentos. Todas as articulações de nosso corpo são cercadas por líquido sinovial. Quando você estica ou dobra o dedo para estalar a articulação, está fazendo com que os ossos da articulação se separem. Assim, a cápsula de tecido conjuntivo que circunda a articulação é alongada. 

Alongando essa cápsula, você aumenta o seu volume. E como sabemos, a explicação vem da química. Com um aumento no volume vem uma diminuição na pressão. Assim como a pressão do líquido sinovial cai, gases dissolvidos no fluido tornam-se menos solúveis, formando bolhas através de um processo chamado cavitação. Quando a articulação é esticada, a pressão na cápsula cai tanto que estoura essas bolhas, produzindo o estalo que nós escutamos.

Demora cerca de 25 a 30 minutos para o gás redissolver para o fluido normal. Uma vez que o gás evapora, a cavitação é possível mais uma vez, e é possível estalar novamente os dedos.

Quanto aos danos associados a esse hábito, de acordo com a anatomia e fisiologia, foi publicado apenas um estudo aprofundado em relação os possíveis prejuízos do hábito de estalar. Os resultados não revelaram nenhuma ligação aparente com patologias como artrite; no entanto, esse hábito pode apresentar sinais de outros tipos de danos, incluindo danos de tecidos moles para a cápsula articular e uma diminuição na força de preensão. 

Do lado positivo, há evidências de aumento da mobilidade nas articulações logo após o estalo. Quando as articulações são manipuladas, os órgãos do tendão de Golgi (um conjunto de terminações nervosas envolvidas no sentido de movimento dos seres humanos) são estimulados e os músculos ao redor da articulação estão relaxados. Esta é a razão das pessoas sentirem a articulação "leve" e "solta".

terça-feira, 13 de novembro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

13 de Outubro - Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional



No dia 13 de outubro de 1969, foi regulamentado o Decreto Lei 938 que define como atividade específica do fisioterapeuta o desenvolvimento e a conservação da capacidade física de um paciente, além de ser reconhecido como profissional de nível superior. Desde então, o dia do fisioterapeuta passou a ser comemorado nesta data.

O QUE FAZ?

O fisioterapeuta trata doenças e lesões causadas por acidentes, má-formação genética ou vícios de postura, seja prevenindo, reabilitando ou curando.

A prevenção é considerada, inclusive, a primeira atribuição da fisioterapia, cujo profissional deve alertar e orientar o paciente sobre a necessidade de adotar procedimentos adequados em determinadas situações.

A fisioterapia de reintegração ou reabilitação visa reintegrar a pessoa à sociedade. Geralmente o fisioterapeuta estimula o potencial neurológico do paciente que sofreu lesões na área neurológica ou perdeu algum dos membros.

Já a fisioterapia curativa tem o objetivo de devolver os movimentos perdidos em decorrência de lesões graves ou restabelecer a força e vitalidade dos músculos.

Independente do tipo de intervenção, o fisioterapeuta pode atuar em vários ramos da medicina como a ortopedia, obstetrícia, pediatria, geriatria, reumatologia, medicina esportiva, neurologia, cardiologia e pneumologia.

O profissional pode escolher uma dentre várias das áreas existentes no mercado de trabalho, incluindo fisioterapia clínica, trabalhando em hospitais, consultórios, clínicas, centros de reabilitação e ambulatórios; saúde coletiva, onde elabora programas de saúde; educação, lecionando ou desenvolvendo pesquisa e em saúde esportiva, recuperando atletas. Além de se especializar em determinadas atividades terapêuticas como acupuntura, quiropraxia e osteopatia.

ONDE ESTUDAR?

Com duração de 4 a 5 anos, o curso superior em Fisioterapia tem disciplinas específicas como Anatomia, Bioquímica, Biofísica, Histologia, Embriologia, Fisioterapia, Metodologia, Prática Desportiva, Psicologia, Fisiologia, Microbiologia e Imunologia, Patologia, Primeiros Socorros, Saúde Pública, Cinesiologia e Cinesioterapia.
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