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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Síndrome do Imobilismo

É um conjunto de alterações que ocorrem no indivíduo acamado por um período prolongado.
Pode ser entendido ainda como um “complexo de sinais e sintomas resultantes da supressão de todos os movimentos articulares e, por conseguinte, a incapacidade de mudança postural’’.

A síndrome do imobilismo(SI) resulta em uma serie de alterações que reduzem a capacidade funcional de todos os sistemas, tais como:

Sistema Osteomuscular:

- Osteoporose
- Fibrose
- Redução de resistência muscular
- Atrofia
- Fraqueza muscular
- Contraturas

Geralmente é o sistema mais acometido pelo imobilismo, as limitações funcionais podem prejudicar as transferências, posturas e movimento no leito e em cadeiras de rodas, dificultar as AVD`s e AVP`s, alterar o padrão da marcha e aumentar o risco de formação de úlceras de pressão.

A inatividade afeta diretamente a força muscular e resistência a fadiga, a força exercida pela gravidade nos ossos e tecidos de apoio é reduzida.Os primeiros músculos a se tornarem fracos e atrofiados são os músculos de MMII e tronco cuja função é resistir à força de gravidade.

O imobilismo é o responsável pelas seguintes alterações musculares:

- Diminuição no nível de glicogênio e ATP
- A diminuição na atividade muscular pode comprometer a irrigação sanguínea com baixa tolerância ao ácido lático e débito de O2 com consequente diminuição na capacidade oxidativa.
- Diminuição da síntese protéica (observada na sexta hora).
- Atrofia das fibras musculares tipo I e II.
- Diminuição da força muscular e diminuição do número de sarcômeros.
- Diminuição do torque.
- Incoordenação pela fraqueza generalizada resultando em má qualidade de movimento.
- Dor/Desconforto após a imobilização (imobilidade induz a um processo inflamatório tecidual com liberação de substâncias que estimulam os receptores locais de dor).

As contraturas podem ser outro efeito da imobilização, podendo envolver músculos e outros tecidos moles. É definida como perda de amplitude articular de movimento devido à limitação articular, muscular ou tecido mole. Ocorrem quando os músculos nao têm a atividade necessária para manter a integridade de suas funções

Podem ser divididas em 3 categorias de acordo com a localização anatômica das mudanças patológicas:

- Articular (artrogênica)
- Muscular (miogênica)
- Contraturas do tecido conectivo
As contraturas miogênicas e de tecidos moles sao mais associadas com a imobilidade. Três fatores desempenham um papel importante no desenvolvimento da contratura: A posição do membro, a duração da imobilização e mobilização das partes não afetadas.


Sistema Respiratório:

É o local de complicação ameaçadoras da vida durante imobilidade prolongada. Ocorre uma redução do volume corrente, volume minuto, capacidade pulmonar total, capacidade residual funcional, volume residual e volume expiratório forçado. Todas essas funções estariam diminuindo de 25 a 50% no imobilismo. Os movimentos diafragmáticos e intercostais são diminuídos com posterior perda de força muscular. A respiração fica mais superficial e a respiração alveolar é reduzida com um aumento relativo de dióxido de carbono nos alvéolos, aumentando a frequência respiratória.

A eliminação das secreções é mais difícil pela posição, o local da parede brônquica que fica por baixo acumula mais secreções que a parte superior da parede. A tosse é menos efetiva, somada á fraqueza dos músculos abdominais e função ciliar, diminuindo e predispondo o paciente a infecções respiratórias altas e atelectasias.

Sistema Metabólico:

Com o imobilismo há predomínio do catabolismo com balanço negativo de nitrogênio, cálcio, fosforo, enxofre, sódio e potássio entre outros.
Ocorrem alterações hormonais como:
- Aumento do PTH sérico por mecanismo ainda desconhecido, provavelmente
relacionado a hipercalcemia devido a imobilização.
- Diminuição andrôgenica durante a espermatogênese.
- Diminuição dos níveis de GH, ACTH e produção de catecolaminas.

Sistema Gastrointestinal:

A falta de movimento e estimulação provocam alteração em todo trato gastrointestinal (TGI) como: Falta de apetite, redução da peristalse, causando absorção mais lenta de nutrientes causada por um alto nível de atividade adrenérgica. Esse fator, junto com a perda de volume plasmático e desidratação que acompanham o repouso no leito, geralmente resulta em constipação.


Sistema Geniturinário:

O esvaziamento da bexiga é comprometido pelo decúbito dorsal, devido a dificuldade de gerar pressão intra-abdominal nessa posição. Ocorre enfraquecimento dos músculos abdominais, restrição nos movimentos diafragmáticos e relaxamento incompleto do assoalho pélvico, provocando a retenção urinária parcial.

Tecido articular:

O líquido sinovial lubrifica e nutre a cartilagem, mas necessita do movimento para que haja circulação dos nutrientes, síntese e degradação da matriz e estímulos aos sensores elétricos e mecânicos da articulação. Portanto, com a inatividade há atrofia da cartilagem com desorganização celular nas inserções ligamentares, proliferação do tecido fibrogorduroso e consequentemente espessamento da sinóvia e fibrose capsular.


Tecido ósseo:

Observadas as seguintes alterações:
- Diminuição da massa óssea total devido ao aumento da atividade osteoclástica e diminuição da atividade osteoblástica
- Aumento da excreção de cálcio (máxima atividade osteoclástica em torno de 16 semanas).
Como resultado de todas as alterações do sistema ósseo, articular e muscular, podem surgir complicações como contraturas articulares, hipotrofia, atrofia muscular e osteoporose.

Tecido tegumentar:

No imobilismo é comum encontrarmos atrofia de pele e úlceras de decúbito influenciadas por:

• Pressão
• Idade
• Umidade
• Estado nutricional
• Edema
• Condições metabólicas
• Alterações sensitivas
• Aplicação de forças transversais associadas ao aumento da fragilidade da pele
• Distúrbios neurológicos
• Colchão inadequado
• Higiene corporal inadequada

As úlceras de decúbito ocorrem quando uma pressão extrínseca sobre a pele supera a pressão capilar média (32 mmHg), diminuição do fluxo sanguíneo e a oxigenação tecidual.
Ex: (Em pacientes deitados à pressão sobre o sacro e o trocanter chegam ate 100 a 150mmHg).

A idade avançanda pode aumentar o risco, devido a alteração na pele, incluindo menor espessura e vascularização da camada dérmica, retardo da capacidade de cura de feridas e redistribuição do tec. Adiposo da camada subcutânea para a camada mais profunda.

A úlcera de pressão é um dos principais exemplos de integridade da pele prejudicada, representa uma ameaça direta para o individuo, causando desconforto, prolongamento da doença, demora na reabilitação e alta podendo causar morte por septicemia (organismo infeccioso como pseudomonas aeruginosas estreptococos, estáfilococos e escherichia coli, localmente e sistemicamente).

São definidas como áreas localizadas de necrose celular causada por isquemia, a qual privou os tecidos de oxigênio e nutrientes.

Podem ocorrer em qualquer ponto do corpo. Os locais típicos incluem áreas que possuem um minimo de tecido adiposo subcutâneo e proeminências ósseas com:

- Sacro
- Grande trocanter
- Escápula
- Maléolo Lateral
- Coluna torácica
- Calcanhares
- Occipital
- Joelhos
- Tuberosidades Isquiáticas
- Orelhas
- Epicôndilos laterais


Ulceras de pressão


São definidas como áreas localizadas de necrose celular causada por isquemia, a qual privou os tecidos de oxigênio e nutrientes.

As alterações da integridade da pele que comumente resultam em lesões denominadas úlceras de pressão ( U.P.), escaras ou úlceras de decúbito, tem sido relatadas como sendo objeto de preocupação da equipe de saúde.Hoje sabe-se que algumas lesões são decorrentes de fatores inerentes à doença e ao estado do paciente de alto risco. No entanto a maior parte do problema pode ser evitado através do uso de materiais e equipamentos adequados para alívio da pressão, cuidados adequados com a pele e considerações com os aspectos nutricionais. Dados da literatura internacional estimam que entre 3% a 14% de todos os pacientes hospitalizados atualmente desenvolvem U.P.Nos portadores de problemas crônicos e residentes em asilos para idosos a incidência estimada é de 15% a 25%.Úlcera de pressão conhecida também como escara ou úlcera de decúbito definida como qualquer lesão causada por pressão não aliviada que resulta em danos nos tecidos subjacentes (tecido subcutâneo, músculo, articulações, ossos).
As úlceras de pressão geralmente ocorrem nas regiões de proeminências ósseas e são graduadas em estágios I, II, III e IV para classificar o grau de danos observados nos tecidos.

Estágio I

É um eritema da pele intacta que não embranquece após a remoção da pressão. Em indivíduos com a pele mais escura, a descoloração da pele, o calor, o edema ou o endurecimento também podem ser indicadores de danos.

Estágio II

É uma perda parcial da pele envolvendo a epiderme, derme ou ambas. A úlcera é superficial e apresenta-se como uma abrasão, uma bolha ou uma cratera rasa.

Estágio III

É uma perda da pele na sua espessura total, envolvendo danos ou uma necrose do tecido subcutâneo que pode se aprofundar, não chegando até a fáscia muscular. A úlcera se apresenta clinicamente como uma cratera profunda.

Estágio IV

É uma perda da pele na sua total espessura com uma extensa destruição ou necrose dos músculos, ossos ou estruturas de suporte como tendões ou cápsulas das juntas.



Avaliação do paciente com risco de úlcera de pressão:

Todos indivíduos em risco devem ter uma inspeção sistemática da pele pelo menos uma vez por dia prestando-se atenção particular às regiões de proeminência ósseas. Indivíduos restritos no leito ou na cadeira ou aqueles indivíduos que estão com dificuldade de se reposicionar devem ser avaliados para fatores adicionais que aumentam o risco para desenvolver úlcera de pressão. Os indivíduos devem ser avaliados no momento da admissão nas unidades de internação ou reabilitação hospitalares, nos asilos, nos programas de visita domiciliar e outras situações de cuidado de saúde.



Prevenção

  • A pele deverá ser limpa no momento que se sujar ou em intervalos de rotina.
  • Diminuir os fatores ambientais que levam ao ressecamento da pele (frio, umidade baixa). 
  • Mudança de decúbito, de duas em duas horas. 
  • Mobilização precoce, minimizar a exposição da pele à umidade devido a incontinência urinária, perspiração ou drenagem de feridas. 
  • As lesões da pele devido a fricção e força de cisalhamento devem ser minimizadas através de um posicionamento adequado e uso de técnicas corretas para transferência e mudança de decúbito.
  • Posicionamento adequado.

O uso de superfícies de suporte e alívio da carga mecânica.


Para indivíduos no leito, materiais de posicionamento como travesseiros ou almofadas de espuma devem ser usadas para manter as proeminências ósseas (como os joelhos ou calcanhares) longe de contato direto um com o outro ou com a superfície da cama, de acordo com um plano de cuidados por escrito.Qualquer indivíduo avaliado como estando em risco para desenvolver úlcera de pressão deve ser colocado em um colchão que redistribua o peso corporal e reduza a pressão como colchão de espuma, ar estático, ar dinâmico, gel ou água.Para indivíduos que ficam sentados em cadeiras é recomendado o uso de equipamentos para reduzir a pressão como aqueles feitos de espuma, gel, ar ou uma combinação destes. Não usar almofadas redondas em forma de anel ou argola. O posicionamento dos pacientes em cadeira devem incluir considerações com o alinhamento postural a distribuição do peso, o balanço e a estabilidade e o alívio da pressão.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fisioterapia ajuda a respirar melhor

Especialidade trata e previne doenças ligadas às vias aéreas, comuns nessa época do ano. Exercícios ajudam a aumentar capacidade pulmonar

Vítima de sinusite crônica, a professora Ana Lúcia de Souza
recorreu à ajuda da fisioterapeuta Juliana Fonseca:
"Antes entrava no antibiótico e não dormia.
Agora, durmo muito bem
"

O avanço do outono já anuncia a chegada de um dos períodos do ano mais temidos por pessoas que convivem com doenças respiratórias: o inverno. A baixa umidade do ar é ingrediente certeiro para o ressecamento das vias aéreas, abrindo brecha para complicações provocadas pela sinusite, bronquite e asma. Para amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida daqueles que são acometidos por essas doenças, uma especialidade da fisioterapia – até então muito associada à ortopedia esportiva – se mostra a principal aliada.


A fisioterapia respiratória ganha cada vez mais visibilidade no tratamento e prevenção de enfermidades ligadas às vias aéreas. Com a adoção de técnicas que incluem higiene, estímulo expectoração, ampliação da capacidade respiratória e fortalecimento da musculatura torácica, é possível mitigar as principais reações provocadas por essas doenças. “Pessoas que têm alteração no sistema respiratório precisam readequá-lo. Com técnicas de fisioterapia que incluem exercícios, é possível reaprender a respirar, usando maiores volume e capacidade pulmonares”, explica Silano Souto Mendes Barros, fisioterapeuta com especialização em fisioterapia em terapia intensiva.

Ao ampliar a capacidade respiratória, a oxigenação dos tecidos é favorecida e o resultado é a melhoria da qualidade de vida. “Do contrário, as pessoas ficam cansadas mais rápido, reduzem as atividades físicas e podem comprometer inclusive a vida sexual e rendimento no trabalho”, observa Silano. Por isso a importância de priorizar uma respiração correta e que amplie a capacidade pulmonar. Segundo Jocimar Martins, presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespitarória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir), a especialidade tem papel fundamental na melhoria do condicionamento muscular. “E com isso, são maiores os benefícios fisiológicos e capacidade de praticar exercícios”, acrescenta.

Preparo para crises

Os resultados vão além. Há ainda técnicas que preparam o corpo para reagir da melhor forma possível a uma futura crise. “Com a fisioterapia, é realizado o fortalecimento da musculatura respiratória, que ganha resistência. Com isso o condicionamento físico melhora e o controle da respiração também. Esse processo permite prevenir as crises”, observa a professora de fisioterapia da Faculdade Estácio de Sá Juliana Fonseca.

Com o avanço das sessões e melhoria do quadro do paciente, fatalmente o uso de medicamentos será reduzido. “Esste é um grande aliado do tratamento medicamentoso. Uma pessoa com asma, por exemplo, pode reduzir a quantidade de remédio e ficar apenas com a bombinha no caso de ter uma crise”, afirma a especialista. A professora Ana Lúcia Faria de Souza é prova dos resultados do tratamento. “Antes de fazer a fisioterapia, eu ia direto para o hospital e entrava no antibiótico. Hoje não tomo mais”, conta.

Vítima de uma sinusite crônica, ela nunca imaginou que existisse tratamento fisioterapêutico para seu caso. “Foi o médico que indicou. Hoje não fico mais sem principalmente porque antes não dormia, por conta da apneia. Agora durmo muito bem”, garante. Durante as sessões, Ana Lúcia passa por uma série de etapas, entre elas a de fortalecimento dos músculos respiratórios. “Existe uma forma de abdominal que auxilia nesse processo e com isso me sinto muito melhor. Além disso, faço exercícios para manter a respiração mais leve”, explica. As sessões incluem ainda um procedimento fundamental, a limpeza das vias aéreas superiores, ou seja, o nariz. “Com o uso de soro fisiológico limpa-se tudo e respiro muito melhor”, explica a professora.

Secreção deve ser expelida

Quem sofre de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – conjunto de doenças que inclui bronquite e enfisema, por exemplo – deve aprender a viver com a constante hipersecreção. A tosse e o transporte mucociliar são importantes mecanismos de expulsão dessa secreção, mas ficam comprometidos em pessoas que apresentam as doenças respiratórias.

Esse é um fator que requer bastante atenção. Segundo Jocimar Martins, da Assobrafir, o acúmulo de secreção brônquica, principalmente em regiões periféricas, torna-se um meio propício para colonização de bactérias, infecções e até hospitalização. “Porém, esse ciclo pode ser alterado por meio de diferentes intervenções. Várias técnicas de fisioterapia respiratória têm sido desenvolvidas para aumentar a remoção da secreção em pacientes em que a retenção ocorre nos brônquios”, observa.

Entre elas, a técnica Eltgol, que alcança regiões do pulmão onde a tosse não consegue chegar e, dessa forma, não é eficaz no processo de expulsão. “Essas secreções retidas podem provocar pneumonia e piorar o quadro do paciente”, alerta Jocimar, que liderou um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e premiado no Congresso da European Respiratory Society, na Alemanha, em 2006, mostrando os efeitos da técnica Etgol.

Outra importante alternativa para reduzir o processo de produção da secreção é manter a umidade do nariz. “Quando o tempo está muito seco, as vias aéreas superiores têm um desgaste muito grande para umidificar e aquecer o ar para chegar de forma adequada ao pulmão”, explica Jocimar. Para não colocar a mucosa sob estresse, é fundamental a limpeza constante do nariz com soro fisiológico. “De manhã e à noite já é suficiente para não deixar acumular essa secreção”, orienta a especialista.

Por Paula Takahashi - Estado de Minas

terça-feira, 13 de setembro de 2011

XXIX SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - Companhia Siderúrgica Pitangui



Dia: 22/09/2011Ergonomia: Postura no Trabalho

Palestrante: Fábio Rodrigues Vieira – Fisioterapeuta Graduado pela Universidade de Itaúna; Instrutor do Método Pilates pela FISIOABREU.

domingo, 31 de julho de 2011

HEPATITE A, B e C - Prevenir é o melhor remédio!

Nesta quinta-feira (28/07) comemorasse o  Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, assim resolvi publicar um breve resumo sobre os tipos da doença, sintomas, formas de transmissão e de prevenção, pois sabemos que prevenir é o melhor remédio.


HEPATITE A

-      Agente etiológico: Vírus A (HAV) Vírus RNA;
-     Doença infecciosa viral, contagiosa;
-  “Hepatite infecciosa”, “hepatite epidêmica”, “hepatite de período de incubação curto”;
 -  Distribuição mundial.

Sintomas:

-     A doença pode ocorrer de forma esporádica ou em surtos;
-      Cursam sem icterícia;
-      Sinais e sintomas pouco específicos;
-      Nos pacientes sintomáticos: colúria, hipocolia fecal e icterícia.

Transmissão:

-    A principal via de contágio é a fecal-oral, por contato inter-humano ou por água e alimentos contaminados;
  Em regiões menos desenvolvidas as pessoas são expostas ao HAV em idades precoces;
-    A transmissão pode ocorrer 15 dias antes dos sintomas até sete dias após o início da icterícia.

Dieta:

-      Dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular;
-  Próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com seu apetite e aceitação alimentar;
-      A única restrição está relacionada à ingestão de álcool (mínimo de seis meses           1 ano).

Prevenção:

-       VACINA: Programa Nacional de Imunizações(PNI);
-   Melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene.

Vacina:

-      Realizada a partir de 12 meses de idade (duas doses, com intervalo de seis meses entre elas);
-      Não há no momento a disponibilização desta vacina no calendário básico de vacinação

HEPATITE B

-      Doença infecciosa viral, contagiosa;
-      Agente etiológico : vírus da hepatite B (DNA, hepatovírus da família hepadnaviridae);
-      Manifesta-se como infecção assintomática ou sintomática.

Sintomas:

Hepatite B aguda:

A evolução de uma hepatite B aguda consiste de três fases

1-  Prodrômica ou pré-ictérica: febre, astenia, dores musculares ou articulares e sintomas digestivos, tais como anorexia, náuseas e vômitos, perversão do paladar, (cefaléia), repulsa ao cigarro.
     A evolução é de mais ou menos 4 semanas. Eventualmente  esta fase pode não acontecer, surgindo a icterícia como o primeiro sinal.

2- Ictérica: diminuição dos sintomas digestivos e surgimento da icterícia que pode ser de intensidade variável, sendo, às vezes, precedida de colúria. A hipocolia pode surgir
por prazos curtos, 7 a 10 dias, e às vezes se acompanha de prurido.

3- Convalescença: Desaparece a icterícia eretorna a sensação de bem-estar. A recuperação completa ocorre após algumas semanas, mas a astenia pode persistir por vários meses. Uma média de 90 a 95% dos pacientes adultos acometidos pode evoluir para a cura.

Hepatite B crônica:

    Quando a reação inflamatória do fígado nos casos agudos sintomáticos ou assintomáticos persiste por mais de seis meses, considera-se que a infecção evoluiu para a forma crônica.

Sintomas:

         Inespecíficos;
         Fadiga;
         Mal-estar geral;  
         sintomas digestivos.

Ø      20% a 40% dos casos têm história prévia de hepatite aguda sintomática. Em uma parcela dos casos crônicos, após anos de evolução, pode aparecer cirrose, com surgimento de icterícia, edema, ascite, varizes de esôfago e alterações hematológicas.

Ø       A hepatite B crônica pode também evoluir para hepatocarcinoma sem passar pelo estágio de cirrose.

Transmissão:

Por via parenteral, percutânea, transmissão  sexual e vertical (mãe-filho).

Tratamento:



Hepatite aguda: Acompanhamento ambulatorial, com tratamento sintomático, repouso relativo, dieta conforme a aceitação do paciente.

Hepatite crônica: medicação / serviços especializados.

Prevenção:

Educação e divulgação do problema são  fundamentais para prevenir a hepatite B.

Prevenção:

VACINA – Indicações:

         < de 1 ano de idade, a partir do nascimento (primeiras 12 horas após o parto).
        Crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade;
         Vítimas de abuso sexual;
         Vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente;
         Suspeito de infecção por VHB;
         Comunicantes sexuais de portadores de HBV;
         Profissionais de saúde;
         Doadores de sangue;

Além destas ações a cadeia de transmissão da doença é interrompida a partir de:


• Controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica;

• Uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde.

  Prevenção:

Não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas.

•  Uso de preservativos.


HEPATITE C
  
-      Agente etiológico: Vírus da Hepatite C (HCV). É um vírus RNA,família Flaviviridae.
-      Reservatório: O ser homem

Modo de transmissão:
   
A transmissão ocorre, principalmente, por via parenteral:

         Indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados (antes de 1993);
         Pessoas que compartilham material para uso de drogas injetáveis;
   Pessoas com tatuagem, piercings ou que apresentem outras formas de exposição percutânea.

         A transmissão sexual pode ocorrer, principalmente, em pessoas com múltiplos parceiros e com prática sexual de risco (sem uso de preservativo), sendo que a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – constitui um importante facilitador dessa transmissão.

         A transmissão perinatal é possível e ocorre, quase sempre, no momento do parto ou logo após. A transmissão intra-uterina é incomum.

         Transmissão pelo aleitamento materno.

Prevenção:

-       Não há vacina.
-     Aos portadores crônicos do HCV são recomendadas as vacinas contra Hepatite A e B, se forem suscetíveis, evitando o risco dessas infecções;
-    A possibilidade da transmissão vertical (mãe - filho) e pelo aleitamento materno deve ser problematizada com mães infectadas pelo HCV;
-  Usuários de drogas injetáveis, inaláveis e crack não devem compartilhar seringas, canudos e cachimbos;
-      Risco de transmissão sexual  pequeno;
-      Uso de preservativo.
-   Profissionais normas de biossegurança nos estabelecimentos de saúde e em lojas de tatuagens e piercing.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Inclusão do Fisioterapeuta no PSF/ESF em Pitangui-MG. Um sonho!!!

          O Sistema Único de Saúde (SUS), tem apresentado resultados positivos nos propósitos de universalização, descentralização e ampliação de cobertura dos serviços de saúde. Avança com mais dificuldade na garantia da qualidade, equidade e na resolutividade da assistência ambulatorial e hospitalar, principalmente, pela falta de profissionais habilitados à prestar assistência integral de saúde (BADUY, R. S.; OLIVEIRA, M. S. M, 2001). 
Para alcançar os objetivos propostos, torna-se necessário o incentivo à educação permanente como estratégia na reorganização dos serviços de saúde; integrando todos os membros envolvidos no processo.
           A inserção do Fisioterapeuta nos serviços de atenção primária à saúde é um processo em construção, associado, principalmente a criação da profissão, rotulando o fisioterapeuta como reabilitador, voltando-se apenas para uma pequena parte de seu objeto de trabalho, que é tratar a doença e suas seqüelas. Essa lógica de conceitualização, durante muito tempo, excluiu da rede básica os serviços de fisioterapia, acarretando uma grande dificuldade de acesso da população a esse serviço e impedindo o profissional de atuar na atenção primária (RIBEIRO, 2002).
A Fisioterapia apresenta uma  missão primordial,  de cooperação, mediante a nova realidade de saúde que se apresenta, através da aplicação de meios terapêuticos físicos, na prevenção, eliminação ou melhora de estados patológicos do homem, na promoção e na educação em saúde (Coffito-10, capitulo 1, Art. 1º).
O atendimento domiciliar é imprescindível ao trabalho de atenção primária do profissional de fisioterapia, pois é quando nos deparamos com a realidade das pessoas, verificando suas atividades de vida diária, suas limitações e a partir daí proceder aos encaminhamentos e orientações pertinentes a cada caso.
Podemos resumir as atribuições do Fisioterapeuta no Programa de Saúde da Família (hoje chamado de Estratégia Saúde da Família-ESF), e da atenção primária, como um profissional voltado para a educação, prevenção e assistência fisioterapêutica coletiva e individual, inserido e trabalhando de forma interdisciplinar.
A Organização Mundial de Saúde recomenda um Fisioterapeuta para cada grupo de cinco mil habitantes. Pitangui conta hoje com quase vinte e cinco mil habitantes e apenas um profissional atuando na rede pública.
Se o Fisioterapeuta tivesse uma atuação também no PSF/ESF, com certeza proporcionaria melhor assistência na educação e controle do Diabetes Mellitus e da Hipertensão Arterial, como acontece em outras cidades da região, que promove uma atenção fisioterapêutica tanto preventiva, como reparadora em todos os níveis, reduzindo custos envolvidos no controle e tratamento das complicações. A Fisioterapia pelos conhecimentos que detém não pode continuar sendo subtilizada nas políticas de Saúde do Município de Pitangui.

Em 22 de março de 2011, o nobre Vereador Alexandre Maciel Barros, nos termos do art. 136 do Regimento Interno, apresentou ao Excelentíssimo Senhora Presidente da Câmara Municipal de Pitangui, a Indicação Nº 036/2011, que foi encaminhada ao Senhor Prefeito Evandro, sugerindo-o que venha a incluir nas equipes do PSF, a exemplo de outras cidades vizinhas, o fisioterapeuta.

A justificativa do Sr. Alexandre foi a seguinte: "Conforme bem nos mencionou os fisioterapeutas Fábio Rodrigues Vieira e Guilherme de Oliveira Rodrigues, atualmente vários municípios brasileiros contam com o atendimento fisioterapêutico em seus Programas de Saúde Pública, que por sinal trazem muitos benefícios à população à população com consequente melhora da qualidade de vida dos mesmos e em nossa cidade ainda não existe nenhuma lei aprovada neste sentido. 

Os nobres fisioterapeutas, aos quais agradeço a confiança, também nos enviou alguns projetos de lei, aprovados pro outras câmaras municipais, bem como o Projeto de Lei Federal, nº. 6.026, de 2009, de autoria do Sr. Deputado Federal Maurício Trindade, que dispõe sobre a obrigatoriedade de inserção do fisioterapeuta nas equipes da Estratégia Saúde da Família.

Deste modo passamos a sugestão ao Chefe do Poder Executivo Municipal na expectativa de sua melhor acolhida, com vista a promover uma saúde mais humanizada e com melhor qualidade em nosso município.”

Sendo assim, em 07/04/2011, eu mesmo procurei a Ilma. Sra. Luana Duarte Medeiros, Secretaria de Saúde do Município de Pitangui, para saber se ela tomou conhecimento sobre a indicação apresentada pelo Vereador Alexandre; ela me disse que recebeu sim a indicação, porém o projeto no momento não seria viável, pois a Prefeitura teria tem condições de arcar com os custos da implantação e manutenção do Serviço de Fisioterapia no PSF/ESF em Pitangui e que o serviço de Fisioterapia da Prefeitura é terceirizado.

É uma pena, pois como exposto acima, a população de Pitangui ganharia muito com a inclusão do Fisioterapeuta em seus PSF/ESF, além do mais, prevenir em Saúde é mais econômico do que tratar e reabilitar!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Palestra: Entendendo e evitando o Câncer.

Educação em saúde!

No dia 14/12/2010, à convite da Peripan Industrial Ltda, instalada na cidade de Itaúna, ministramos uma palestra sobre o Câncer, em sua Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, com informações sobre a doença, medidas preventivas e como é o tratamento, além de esclarecermos dúvidas dos colaboradores da empresa.
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