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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Atuação do Fisioterapeuta na Unidade de Terapia intensiva (UTI).

I. O que é uma Unidade de Terapia Intensiva?

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) caracteriza-se como um local para o adequado tratamento dos indivíduos que possuem um distúrbio clínico importante. Neste local existe um sistema de monitorização contínua que permite o rápido tratamento para os pacientes graves ou que apresentam uma descompensação de um ou mais sistemas orgânicos. A equipe que atua e presta atendimento neste local é multiprofissional, e é constituída por: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas cardiorrespiratórios, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

II. Qual o papel do fisioterapeuta na UTI?

A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. Ela também atua na otimização (melhora) do suporte ventilatório, através da monitorização contínua dos gases que entram e saem dos pulmões e dos aparelhos que são utilizados para que os pacientes respirem melhor. O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão.

III. Quais recursos o fisioterapeuta utiliza nas UTIs?

O fisioterapeuta utiliza técnicas, recursos e exercícios terapêuticos em diferentes fases do tratamento, sendo necessário para alcançar uma melhor efetividade a aplicação do conhecimento e das condições clínicas do paciente. Assim, um plano de tratamento condizente é organizado e aplicado de acordo com as necessidades atuais dos pacientes, como o posicionamento no leito, técnicas de facilitação da remoção de secreções pulmonares, técnicas de reexpansão pulmonar,técnicas de treinamento muscular, aplicação de métodos de ventilação não invasiva, exercícios respiratórios e músculo-esqueléticos.


IV. Qual vantagem de ter o fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar?

A presença do especialista em fisioterapia cardiorrespiratória é uma das recomendações básicas de todas as UTIs. O trabalho intensivo dos fisioterapeutas diminui o risco de complicações do quadro respiratório, reduz o sofrimento dos pacientes e permite a liberação mais rápida e segura das vagas dos leitos hospitalares. A atuação profissional também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e das vias respiratórias, proporcionando uma economia nos recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. Diante disso, a atuação do fisioterapeuta especialista nas UTIs implica em benefícios principalmente para os pacientes, mas também para o custo com a saúde num geral.


Fonte: Assobrafir - Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

13 de Outubro - Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional



No dia 13 de outubro de 1969, foi regulamentado o Decreto Lei 938 que define como atividade específica do fisioterapeuta o desenvolvimento e a conservação da capacidade física de um paciente, além de ser reconhecido como profissional de nível superior. Desde então, o dia do fisioterapeuta passou a ser comemorado nesta data.

O QUE FAZ?

O fisioterapeuta trata doenças e lesões causadas por acidentes, má-formação genética ou vícios de postura, seja prevenindo, reabilitando ou curando.

A prevenção é considerada, inclusive, a primeira atribuição da fisioterapia, cujo profissional deve alertar e orientar o paciente sobre a necessidade de adotar procedimentos adequados em determinadas situações.

A fisioterapia de reintegração ou reabilitação visa reintegrar a pessoa à sociedade. Geralmente o fisioterapeuta estimula o potencial neurológico do paciente que sofreu lesões na área neurológica ou perdeu algum dos membros.

Já a fisioterapia curativa tem o objetivo de devolver os movimentos perdidos em decorrência de lesões graves ou restabelecer a força e vitalidade dos músculos.

Independente do tipo de intervenção, o fisioterapeuta pode atuar em vários ramos da medicina como a ortopedia, obstetrícia, pediatria, geriatria, reumatologia, medicina esportiva, neurologia, cardiologia e pneumologia.

O profissional pode escolher uma dentre várias das áreas existentes no mercado de trabalho, incluindo fisioterapia clínica, trabalhando em hospitais, consultórios, clínicas, centros de reabilitação e ambulatórios; saúde coletiva, onde elabora programas de saúde; educação, lecionando ou desenvolvendo pesquisa e em saúde esportiva, recuperando atletas. Além de se especializar em determinadas atividades terapêuticas como acupuntura, quiropraxia e osteopatia.

ONDE ESTUDAR?

Com duração de 4 a 5 anos, o curso superior em Fisioterapia tem disciplinas específicas como Anatomia, Bioquímica, Biofísica, Histologia, Embriologia, Fisioterapia, Metodologia, Prática Desportiva, Psicologia, Fisiologia, Microbiologia e Imunologia, Patologia, Primeiros Socorros, Saúde Pública, Cinesiologia e Cinesioterapia.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

8 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL DA FISIOTERAPIA


Promovido pela World Confederation for Physical Therapy (WCPT), o Dia Mundial da Fisioterapia será assinalado dia 8 de Setembro, este ano sob o lema “Em forma para a vida”. À semelhança de anos anteriores, o tema central deste dia associa o movimento físico à promoção da saúde. “Se deseja continuar saudável, mantenha-se em movimento – ao longo de toda a sua vida” é o apelo comum aos diversos materiais informativos do Dia Mundial da Fisioterapia 2012.

De acordo com a WCPT, este dia é uma oportunidade para os fisioterapeutas de todo o mundo promoverem acções de sensibilização sobre o «contributo crucial» da sua profissão em manter as pessoas saudáveis, independentes e com mobilidade.

 Mais informações:

sábado, 17 de dezembro de 2011

FISIOTERAPIA É TERCEIRA PROFISSÃO MAIS FELIZ DO MUNDO

Pesquisa feita pela Universidade de Chicago lista as profissões mais felizes do mundo


Uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago e divulgada pela revista "Forbes" listou as dez profissões mais felizes do mundo.

A maioria delas é focada em áreas que se preocupam em ajudar as pessoas, espiritual ou fisicamente.

Outras ainda se destacam pela maior autonomia e possibilidade de criação.


Veja a lista completa:
1º - Clérigos
2 º - Bombeiros
3 º - Fisioterapeutas
4 º - Escritores
5 º - Professores de educação especial
6 º - Professores
7 º - Artistas
8 º - Psicólogos
9 º - Vendedores de serviços financeiros
10 º - Engenheiros de operação

A revista ainda listou o outro lado, com os dez trabalhos mais odiados, reunidos a partir de uma pesquisa feita pelo site "CarrerBliss".

Curiosamente, as profissões listadas como as mais odiadas tem salários maiores que as que fazem as pessoas mais felizes.

Veja a lista:

1º - Diretor de tecnologia da informação
2º - Diretor de vendas e marketing
3º - Gerente de produto
4º - Desenvolvedor web sênior
5º - Especialista técnico
6º - Técnico em eletrônica
7º - Secretário judicial
8º - Analista de suporte técnico
9º - Operador de CNC
10º - Gerente de marketing

Segundo analistas, apesar das carreiras mais odiadas pagarem melhor, o fato de a maioria delas não causar satisfação pessoal no sentido de fazer as pessoas se sentirem engajadas em algo, pesa contra elas.

Fonte: Folha de S.Paulo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fisioterapeutas suspendem atendimento em protesto contra planos de saúde

Profissionais da área de reabilitação seguem exemplo de médicos conveniados aos planos e interrompem atividade. Protesto contra a baixa remuneração deixa 3,5 mil sem atendimento.
João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento. 


A paralisação do atendimento médico aos planos de saúde realizada pelos médicos em abril agora se repete com os profissionais da reabilitação. Cerca de 3,5 mil usuários de planos de saúde não conseguiram atendimento nessa segunda-feira em clínicas de Belo Horizonte e nesta terça-feira , mais uma vez, os estabelecimentos estarão fechados para os convênios médicos. O protesto faz parte de um movimento dos fisioterapeutas contra os valores pagos pelos planos e esquenta a tensão na saúde suplementar. Os usuários dos serviços acabam se tornando alvo e são os que mais sofrem com o problema.


Segundo o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito-MG) o valor da consulta, que varia de R$ 4,20 a R$ 12, não tem sido suficiente para cobrir os custos. “Tentamos negociar com os planos o valor mínimo de R$ 19 pela sessão, mas não tivemos retorno. Atualmente, retirados os custos, sobra, em média, R$ 0,80 para o profissional. É impossível trabalhar com esses valores”, aponta Bruno Fukino, presidente do sindicato. Nessa segunda-feira, cerca de 25 clínicas de Belo Horizonte fecharam as portas. Segundo empresários do setor, o prejuízo médio é de R$ 15 mil ao dia. O dano aos pacientes não foi maior porque as clínicas fizeram um aviso prévio. Ainda assim, houve caso de usuário de plano que optou pelo atendimento particular. Mais de 90% dos pacientes atendidos pela fisioterapia são usuários de planos de saúde e a lista de queixas dos usuários do serviço é enorme.A psicóloga Nelita Freitas é usuária de plano de saúde e conseguiu atendimento em pleno dia de protesto porque banca o tratamento preventivo com recursos próprios. Nelita conta que tinha restrições ao uso de corticóides e só curou uma inflamação depois de fazer 40 sessões de fisioterapia. Para não sofrer recaídas e manter a saúde, ela faz um trabalho de manutenção. Paga R$ 220 por mês, por duas sessões. “Acho que os planos deveriam investir também na prevenção. Se eu não fizesse o reforço muscular, poderia sofrer novamente com o problema que já consegui superar.”Apesar de entidades de defesa do consumidor apontarem a necessidade de haver uma mediação dos conflitos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não interfere na relação entre os prestadores de serviços e as operadoras. A ANS informa, no entanto, que não pode haver prejuízos aos usuários. “A operadora deve garantir o atendimento. Se isso não acontecer, o usuário pode entrar em contato com o disque ANS e fazer uma denúncia”, reforça a agência, por meio de sua assessoria.A fisioterapia está incluída no rol de procedimentos obrigatórios, mas o atendimento hoje se tornou um desafio. Segundo Isidro Alvarez, que administra quatro unidades da Clínica Fisior em Belo Horizonte, são cerca de 200 pacientes por dia sem atendimento. Ele aponta que não são poucos os negócios que já fecharam as portas ou mudaram o ramo de atividade. O Sinfito também informa que as operadoras dificultam o atendimento aos usuários, não investem no tratamento preventivo, o que pode agravar o quadro dos pacientes e tornar o serviço ainda mais caro.



Nelita Freitas prefere bancar tratamento:
Gastos de R$ 220

Com dores

Esta é também a reclamação do aposentado João Batista de Castro. Ele sente dores na coluna e precisa começar a fisioterapia. Como não sabia da paralisação, foi surpreendido pela faixa informando o protesto na porta de uma clínica. “Tive um imprevisto e atrasei para começar o tratamento. Avisei ao plano de saúde e mesmo assim eles interromperam minha autorização com alegação de que demorei sete dias corridos para iniciar as sessões.” O aposentado agora terá que começar novamente do zero e marcar um médico para autorizá-lo ao tratamento. “Preciso da fisioterapia e não sei quantos dias vou demorar para conseguir nova autorização.” 

Há 25 anos no mercado, Eloísa Miranda é fisioterapeuta e dona do Instituto de Ortopedia e Fisioterapia (IOF), que funciona no Centro de BH. Segundo ela, cerca de 160 pacientes deixaram de ser atendidos por causa da paralisação. “Tentamos vários contatos com os planos, mas não tivemos retorno. Ao longo de 20 anos tivemos reajustes de alguns centavos, o que levou a situação a um limite.” Procurada pela reportagem, a Unimed-BH informou que mantém uma política de remuneração diferenciada para os serviços de reabilitação frente ao mercado local. A cooperativa destacou que segue rigorosamente os contratos firmados. Ressaltou, ainda, que seus clientes podem procurar a operadora para esclarecer dúvidas, mas não comentou sobre seus usuários que nessa segunda-feira voltaram para casa sem atendimento. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informou que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços. Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), colocou que vem participando ativamente dos fóruns de debates sobre remuneração médica, liderados pela ANS, e também das câmaras técnicas da Associação Médica Brasileira (AMB).


Daqui para o futuro

Um novo modelo

Amanhã fisioterapeutas de Minas vão se reunir para votar o que chamam de fim do tratamento parcial aos usuários de planos de saúde. Segundo Isidro Alvarez, administrador em Belo Horizonte de quatro clínicas especializadas, a decisão vai marcar um novo modelo no atendimento da reabilitação. Segundo ele, hoje os convênios pagam para que o paciente trate uma parte do corpo. Por exemplo um ombro. No entanto, os fisioterapeutas defendem a reabilitação global. “O que significa por exemplo, o reforço do outro ombro que será sobrecarregado no processo de tratamento. Não vamos mais aceitar a segmentação autorizada pelos planos.” 

SAIBA MAIS

A mesma Justificativa

Em abril médicos promoveram um dia de protestos contra o valor pago pelas consultas médicas. Reclamaram também da interferência dos planos na conduta médica, como a limitação no pedido de exames. O ministério da Justiça impediu os médicos de coordenar movimentos como o ocorrido em abril. Em maio, fisioterapeutas de Minas distribuíram carta aberta à população. No texto denunciaram o pagamento de R$ 4,20 por sessão de 50 minutos. Nessa segunda-feira clínicas especializadas interromperam atendimento aos convênios. Nesta terça-feira, o atendimento será novamente suspenso. Fisioterapeutas prometem promover protesto às 11h na Praça da Liberdade.

Fonte: Jornal Estado de Minas - Marinella Castro - Publicação: 23/08/2011 06:00 Atualização: 23/08/2011 09:35

domingo, 10 de julho de 2011

Um ano de formados!!!

(Formandos Fisioterapia Universidade Itaúna -  10 de julho de 2010)

Caros colegas,

Hoje completamos um ano de formados, espero que todos estejam bem e felizes com a nossa profissão.

Um grande abraço à todos!!!

Saudades!!!

domingo, 12 de junho de 2011

Sedentarismo em Profissional da Saúde



O sedentarismo prevalece entre 27,5% dos profissionais de saúde. A pesquisa também apontou um maior percentual de sedentarismo em profissionais que trabalham em municípios de grande porte e têm alto nível socioeconômico.

Para o estudo, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, foram analisados 3.347 trabalhadores. O trabalho, feito por pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina e de Pelotas abrangeu profissionais de saúde de 240 unidades básicas de saúde (UBS) nas regiões Sul e Nordeste do Brasil.

"É urgente a necessidade de estratégias para estimular os profissionais de saúde a uma mudança de comportamento", alertam os pesquisadores no artigo. "Nesse sentido, cabe destacar a importância de projetos de capacitação de profissionais de saúde para a orientação e a prática de atividade física, a articulação entre profissionais de UBS e educadores físicos, e estudos de intervenção sobre a temática".

Trabalhadores da saúde

Todos os profissionais das UBS avaliadas foram convidados a participar do estudo, o que incluiu médicos, enfermeiros, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem, recepcionistas e agentes comunitários de saúde.

A média de idade encontrada foi de 37 anos e, em termos de atividade profissional, 33% eram agentes comunitários de saúde.

Com relação às regiões do país, os profissionais se mostraram mais sedentários em municípios com mais de 500 mil habitantes, tanto no Sul (33,8%), quanto no Nordeste (28,8%).

Nos municípios com menos de 200 mil habitantes as prevalências variaram de 24% no sul a 21,8% no nordeste.

Mais rico, mais sedentário

"O sedentarismo foi significativamente maior naqueles que trabalham no modelo tradicional de UBS em relação àqueles vinculados ao programa de saúde da família (PSF)", comentam os pesquisadores. Além disso, trabalhar na UBS até 20 horas por semana e executar suas funções em um regime de trabalho precário não mostraram associação com o sedentarismo.

"A hipótese é que as práticas de deslocamento ativo, serviços domésticos pesados, atividades física pesada no trabalho sejam mais frequentes entre os pobres, gerando maior nível de atividade física total em comparação aos ricos, os quais apresentam maior prática de atividades física no lazer", explicam os pesquisadores.

Sedentarismo e educação

"A escolaridade esteve associada ao sedentarismo no Nordeste, e os profissionais com pós-graduação foram os mais sedentários", afirmam os pesquisadores. "Já no Sul, o tabagismo mostrou-se associado ao sedentarismo, o que nãofoi verificado no Nordeste".

Os pesquisadores ainda apontam a possível necessidade de orientação desses profissionais de saúde nas UBS.

"Os resultados também estimulam a pensar na possibilidade real da presença de profissional de educação física no grupo de profissionais que atendem a população, pela possibilidade de contribuir para a mudança de comportamento entre seus colegas profissionais e pelos benefícios que podem estender-se à população em geral que utiliza as UVS", concluem os pesquisadores.

Fonte: Jornal da Saúde

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais articulam paralisação - Tribuna de Minas

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais de Minas Gerais estão dispostos a interromper os atendimentos por meio de convênios de saúde durante cerca de cinco dias. O objetivo é protestar contra os baixos valores repassados aos profissionais por procedimentos executados pelo sistema. Segundo representantes da categoria, a tabela não é reajustada há mais de 15 anos e, na maioria dos casos, são pagos entre R$ 4,20 e R$ 12 por sessão. De acordo com o presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Minas, Bruno Yuuki Lopes Fukino, a classe se reúne na semana que vem para articular uma audiência pública na Assembléia Legislativa, na qual sejam discutidas as condições da categoria. Em seguida, os sindicalistas vão decidir as datas da paralisação.

Bruno explica que a paralisação não pode ter duração inferior a cinco dias para que tenha impacto real sobre as operadoras de plano de saúde. Ele espera uma adesão significativa, já que nenhum estabelecimento ligado ao ramo da fisioterapia se opôs à proposta. Bruno afirma já ter havido diálogos acerca da situação dos profissionais com as administradoras de convênios, mas nada foi feito ainda. "Há casos em que o fisioterapeuta fica durante uma hora com o paciente e recebe R$ 6,20 por isso." Esse quadro, na visão dele, acaba refletindo negativamente na qualidade dos trabalhos.

A professora da Faculdade de Fisioterapia da UFJF e vice-coordenadora da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia, Maria Alice Junqueira Caldas, defende que a mobilização se torna relevante por trazer à tona as condições da categoria. Como ela pontua, a classe passou muito tempo sem ter sindicatos, e, por conta disso, vive um quadro de pouco entrosamento. Embora ela não saiba dimensionar qual será a adesão local, acredita ser possível executar a paralisação sem causar prejuízos aos pacientes, já que podem ser mantidos 30% dos atendimentos, além de não haver interrupção nas demandas hospitalares e ambulatoriais.

Caso seja colocada em prática, será a segunda paralisação ligada a convênios de saúde neste ano, motivada pela insatisfação com os valores pagos aos profissionais. No início do mês, médicos de todo o país suspenderam, por um dia, o atendimento a pacientes por meio de convênios. Em Juiz de Fora, a estimativa do Sindicato dos Médicos foi de cerca de 85% de adesão.
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