Resultados da pesquisa

Mostrando postagens com marcador abdômen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abdômen. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de janeiro de 2013

Conheça mitos e verdades sobre exercícios abdominais

Receita "infalível" para perder a barriga, todo mundo tem. Para entender o que faz sentido e pode dar resultado em um programa para fortalecer o abdome, a Folha de São Paulo perguntou a educadores físicos, treinadores, fisiologista e fisioterapeuta o que há de mito e de verdade nas orientações para esses exercícios.

Tire suas dúvidas a seguir:

Exercício localizado faz perder barriga?

Não. "O que faz perder barriga é uma boa dieta", afirma o fisioterapeuta Leonardo Machado. Atividade aeróbica também ajuda, porque aumenta o gasto calórico.

"No treino aeróbico a pessoa perde gordura no corpo todo, não apenas na barriga", diz Saturno de Souza, diretor técnico da rede Bio Ritmo. E os exercícios localizados não fazem com que a perda de gordura ocorra em uma região específica.

"O gasto calórico dos abdominais é irrisório, não serve para emagrecer", diz Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.

É melhor fazer os exercícios todos os dias ou deixar o músculo descansar?

O aumento da massa muscular não acontece durante o exercício, mas sim no período de repouso, explica o fisiologista do exercício Turíbio Leite de Barros, professor da Unifesp.

"É preciso pelo menos 24 horas de descanso para o músculo recuperar o estoque de energia gasto durante o exercício e se refazer dos microtraumas provocados pelo esforço. É esse processo que cria volume e definição muscular", diz.


O ator e musico Rafael Rezende faz meia hora semanal 
de exercícios abdominais mais treino diário geral

Quem não tem como objetivo uma barriga hipertrofiada pode fazer os exercícios abdominais diariamente, desde que não sejam muito intensos e que trabalhem diferentes músculos a cada dia --por exemplo, alternando exercícios para os retos do abdome e para os transversos--, sugere Saturno de Souza, diretor técnico da rede Bio Ritmo.

Aparelhos resolvem ou é melhor usar o peso do próprio corpo?

Para acionar vários grupos musculares na execução de um exercício, o melhor é usar o peso do próprio corpo, diz Luciano D'Elia, especializado em treino funcional.

No aparelho, os músculos são trabalhados de forma isolada, algo que não acontece quando a pessoa se movimenta normalmente para realizar atividades cotidianas.

Estudos realizados no departamento de cinesiologia da faculdade de Los Angeles com aparelhos que medem com eletrodos a atividade muscular mostraram que, sem aparelhos, o trabalho dos músculos é um pouco maior, conta Eduardo Neto, diretor técnico das academias Bodytech.

Mas os aparelhos podem ser vantajosos para o iniciante, porque evita que a pessoa force outras partes do corpo, como o pescoço, durante a execução do exercício, diz o educador físico Saturno de Souza.

Quais são as principais características dos novos abdominais?

Para começar, os exercícios abdominais do momento não são feitos com a pessoa deitada no chão ou sentada, como nos treinos de abdome convencionais. Alguns desses movimentos nem mesmo parecem abdominais.

"Fazemos, por exemplo, exercícios de agachamento, parece que são para a perna. Mas o aluno tem que fazer o movimento contraindo o abdome, para manter a postura, e assim ele também exercita os músculos dos glúteos e da região lombar", conta o professor Luciano D'Elia, que é especializado em treino funcional.

Os "novos" abdominais incluem exercícios isométricos -- caracterizados pela contração muscular sustentada por algum tempo, sem que aconteça o movimento das articulações.

Esses exercícios substituem aquelas numerosas repetições das flexões tradicionalmente usadas para o fortalecimento da barriga. Já há um consenso na área acadêmica que esse tipo de abdominal não é tão eficiente e acaba aumentando o risco de lesão na coluna, especialmente na lombar.

Agora, "a pessoa é deixada por alguns segundos em uma posição que exija a contração do abdome e dos glúteos, como acontece em algumas posturas invertidas da ioga", exemplifica a educadora física Juliana Romantini, professora da academia Cia. Athletica.

Gerar instabilidade, fazendo a pessoa subir em uma bola ou ficar de pé em uma prancha, é outra estratégia utilizada nas novas aulas de abdominais para trabalhar a musculatura mais profunda da região.

Quanto maior o número de repetições, melhor é o resultado do treino para fortalecer o abdome?

Não é verdade. Os abdominais são músculos naturalmente solicitados o tempo todo: você os usa para manter a postura ereta, caminhar e levantar objetos. "Não é preciso muitas repetições em aula para tonificar a barriga", diz Juliana Romantini, professora da Cia. Athletica.

E para quem quer resultados mais visíveis, como uma barriga tanquinho? "Muita repetição não é o mais indicado para ganhar definição muscular. Esse resultado pode ser obtido com uma combinação de treino, alimentação e repouso", afirma o educador físico Luciano D'Elia, especialista em treino funcional.

Dá para ganhar uma barriga 'chapada' em um mês de treino?

Até dá, mas vai perder rápido também. O corpo funciona em ciclos: ao atingir o condicionamento máximo passa a perder o que ganhou. "Muitos tentam reverter isso se enchendo de suplementos e anabolizantes", diz Saturno de Souza. Resultados visíveis e duradouros só surgem depois de 10 a 12 semanas de treinos.

Os resultados dos abdominais são iguais para homens e mulheres?

O metabolismo masculino favorece o ganho de massa muscular, que é bem maior e mais rápido neles, afirma o fisiologista do esporte Turíbio Leite de Barros, da Unifesp. Mas, em compensação, os homens têm mais facilidade de acumular gordura apenas na região da barriga (enquanto nas mulheres o acúmulo maior costuma acontecer na região do quadril).

A delegada Fernanda Rivaben faz treinos
específicos para manter a barriga sequinha

Os exercícios abdominais podem ser os mesmos para homens e mulheres. "O que vai mudar é a intensidade do treino e a carga, que são maiores para os homens", afirma o educador físico Luciano D'Elia.
Abdominais devem ser os últimos exercícios da sessão de musculação?

É controverso. "É mais seguro deixar os abdominais para o final. Se esses músculos já estiverem cansados, o aluno não conseguirá segurar a postura nos outros exercícios, o que elevará o risco de lesão", defende o professor Saturno de Souza.

O treino funcional prega o oposto, mostra o professor Luciano D'Elia: "O centro do corpo é a parte mais importante do treino, precisa ser exercitada no momento de maior pique, logo após o aquecimento".

Fazer apenas exercícios aeróbicos é suficiente para acabar com a barriga?

Aeróbicos são a melhor forma para acabar com o excesso de gordura abdominal, afirma Turíbio Leite de Barros. Mas esses treinos não dão resultados sem uma reeducação alimentar, lembra o fisioterapeuta Leonardo Machado.

Para a professora de educação física Juliana Romantini, da academia Cia. Athletica, não adianta só perder gordura. "Se a pessoa tem hábitos posturais que fazem a barriga saltar, precisa de exercícios para corrigir isso."

É bom manter a barriga sempre contraída?

Nenhum grupo muscular foi feito para trabalhar o dia todo, responde o fisioterapeuta Leonardo Machado. "Só os músculos do coração e do diafragma fazem isso, mas de forma alternada", diz ele.

Manter o abdome sempre contraído inverte a curvatura lombar, aumentando a pressão nos discos intervertebrais. A contração também faz pressão sobre os órgãos e dificulta o trânsito intestinal, o que pode causar de gases a hérnias, segundo Machado.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo. Acessado em 06/01/13.

terça-feira, 22 de maio de 2012

POR QUE TRABALHAR O CORE?

Ele é o grupo de músculos que compõem o abdômen. 
Exercitá-lo ajuda a fortalecer a coluna, prevenir lesões e acabar com as dores nas costas.

O Core é composto por 29 músculos . 
(Clique na imagem para ampliar)
Já faz muito tempo desde que o filósofo grego Platão (428/7-348/7 a.C.) fundou nos arredores de Atenas a Academia, um núcleo de disseminação do conhecimento onde se ensinava, entre tantas outras coisas, a prática da ginástica. Desde aquela época, com a sua versão primitiva da atual academia de fitness, os exercícios físicos — assim como os acessórios e aparelhos utilizados — se modernizam e se aperfeiçoam. Hoje, quem sabe, poderiam até deixar com inveja o antigo pensador, que, diz a história, ostentava um tremendo porte atlético.

Uma das principais novidades dos últimos anos é o treinamento funcional do core, que conquista espaço nos centros esportivos do Brasil. Trata-se de uma seleção de exercícios focados em desenvolver e fortificar os 29 músculos que se estendem da porção logo abaixo do peito até a base da cintura. O core — termo inglês que significa centro ou miolo — é dividido, na verdade, em dois grupos: do primeiro fazem parte os músculos mais profundos, os locais, cuja função é manter a estabilidade da coluna lombar. O segundo é composto dos músculos globais, que ficam mais na superfície e são responsáveis pela flexibilidade da região — aqui entram inclusive os gomos da barriga tanquinho.

"Na área abdominal se convergem os movimentos de todo o corpo", explica o educador físico Mauro Guiselini, professor das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo. "O treinamento funcional visa justamente acionar esse conjunto de músculos, o que é importante para garantir uma boa postura e uma coluna saudável."

O conceito do treinamento funcional é trabalhar todo santo músculo da região de forma integrada. "Com o core bem treinado e condicionado, o corpo inteiro fica mais coordenado e isso culmina em um menor risco de lesões, principalmente na coluna", ensina Allan Menache, preparador físico da academia Core 360º e gestor do treinamento inteligente do Instituto Mar Azul, na capital paulista.

Os exercícios centrados nesse panteão de músculos corrigem pequenas desproporções entre eles — algo que dá as caras em todas as pessoas. O resultado dessa reparação é extremamente útil às nossas costas. "Os treinos funcionais previnem e atenuam dores ali, que, na maioria das vezes, são decorrentes do desequilíbrio entre as forças musculares do tronco e da região pélvica", atesta a educadora física Gerseli Angeli, diretora científica do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. "É essa falta de harmonia que promove um círculo vicioso de má postura e dor."

Há uma gama de exercícios dirigidos ao core. "Muita gente pensa que os treinos são feitos apenas com o corpo deitado, mas as atividades também devem ser realizadas em pé, já que é nessa posição que permanecemos boa parte do dia", esclarece Menache. A intensidade e a dificuldade variam de acordo com o estágio em que a pessoa se encontra. Os iniciantes começam, de fato, com movimentos sobre uma base imóvel, como o chão. Entre os exercícios indicados nesse período estão o agachamento e as rotações de tronco.

Próxima fase: à procura do equilíbrio 

Quando a pessoa já adquire certa habilidade, passa para o estágio das superfícies móveis. Geralmente essas séries são realizadas com as fitballs, aquelas famosas bolas de ginástica, ou com outros aparelhos específicos para o trabalho do core. Além de exigir a força e a potência muscular dos treinos sobre bases fixas, esses exercícios demandam muito equilíbrio, o que inclusive ajuda a fortificar o abdômen. Não pense, porém, que é uma boa tentar improvisar o treinamento em casa. "Os movimentos e as posturas precisam ser rigorosamente orientados e bem executados, uma vez que erros promovem resultados contrários", alerta Gerseli.

Sabe aquela história do rapaz ou da garota que pratica abdominais no quarto? Muito cuidado se você se encaixa nela. Feitos de forma isolada — e equivocada —, esses movimentos podem prejudicar de vez a lombar. Isso porque a musculatura do core, de uma forma global, acaba desequilibrada. Não adianta, portanto, só malhar a superfície com aquele famoso movimento de sobe e desce focado no músculo reto do abdômen, o mesmo que, se bem trabalhado, forma o famoso tanquinho. "Os abdominais devem estar inseridos em um plano para o fortalecimento de todo o core. Sozinhos eles não bastam", afirma Mauro Guiselini. O sucesso do treinamento funcional do core, que com certeza chegou para ficar, depende de um conceito muito apregoado mas pouco praticado: o famoso equilíbrio.

Pilates, ioga ou treino do core? 

Embora seus objetivos sejam parecidos, as três modalidades se diferenciam em alguns aspectos. "A ioga e o Pilates fazem a pessoa se sentir melhor por meio do controle da respiração e da concentração em certos movimentos e posturas", ensina a fisioterapeuta Karla Andrade, do Spa Equilíbrio, em São Paulo. Segundo Allan Menache, treinador da academia Core 360°, o que difere as atividades é a forma de treinamento. "O treino do core é mais dinâmico porque exige potência e agilidade", opina.

Um time mais centrado 

O treinamento do core já é preconizado por alguns clubes do futebol brasileiro. De acordo com Fábio Mahseredjian, preparador físico do Internacional de Porto Alegre e da seleção brasileira, quanto mais o atleta malhar a região central de seu corpo, maior será a sua eficiência nas arrancadas, freadas e mudanças de direção, movimentos essenciais a todo craque. "O número de lesões no quadril, no joelho e no tornozelo dos jogadores do Inter caiu bastante após a introdução desse conceito", conta o especialista, um dos primeiros a adotá-lo nos times brasileiros. Outros esportes, como o vôlei, também já investem na onda do core.

Por dentro do abdômen

Na figura ao lado, você pode observar os principais músculos que formam o core: os locais, que dão firmeza à coluna, e os globais, localizados na superfície do abdômen

Fonte: Editora Abril 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...