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domingo, 9 de setembro de 2012

Idosa encontra no Pilates forma de se recuperar de três AVCs em Manaus

Método Pilates fortalece musculatura e auxilia na manutenção da postura. Idosa conseguiu recuperar movimentos do lado direito do corpo.

Técnica respeita o limite de cada aluno 
(Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
Quem vê a dona de casa Donor Azaro D’Lippi, de 76 anos, praticando Pilates, método de controle e fortalecimento muscular, não imagina a importância da técnica na vida dela. Depois de sofrer três acidentes vasculares em três anos consecutivos (1989, 1990 e 1991), ela começou a realizar Pilates diariamente, contribuindo para recuperar os movimentos do lado direito do corpo.


"No início, eram três horas de manhã e três à tarde de fisioterapia e depois me voltei ao Pilates”, disse Donor ao mencionar que frequenta as sessões de duas a três vezes por semana. “Pilates é fundamental na minha vida”.

Segundo a fisioterapeuta, Lucélia Sant’Anna, realizar Pilates ajuda as pessoas a adquirirem uma postura melhor e terem mais disposição para a rotina de trabalho, além de fortalecer os músculos. Uma sessão de Pilates dura uma hora e é indicado para todas as faixas etárias, com exceção de crianças menores de quatro anos. “Quem inicia Pilates desde criança tem a possibilidade de crescer com a musculatura fortalecida. O abdômem é a base de tudo e vai sendo exercitado com o passar dos anos”, diz Lucélia.

Na história da técnica, Joseph Pilates criou o primeiro studio do método em 1923. Desde então, as casas especializadas se espalharam pelo mundo. Segundo a fisioterapeuta, quem não gosta do ambiente agitado de academias encontra no Pilates a calmaria que precisa. "Muita gente não gosta da agitação e procura o Pilates porque trabalha o corpo aliado a respiração. É quando podemos intensificar os exercícios”, explicou. 

O método prioriza trabalhar com os limites de cada indivíduo. É levado em consideração o ritmo e o que já pode ter ocorrido com os músculos dos pacientes. Uma sessão envolve no máximo quatro pacientes e o atendimento personalizado é exigido para que o resultado seja satisfatório. “Durante a sessão é comum ficar corrigindo a postura de quem está na sessão. A gente sempre diz que há um passado do cliente que precisa ser percebido. Não é só uma coluna vertebral, se trabalha com a mente também”, afirma a fisioterapeuta.


Fonte: Girlene Medeiros do G1 AM.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Terapia do espelho e hemiparesia

Autores: Ft. Rosália Bahia Toledo de Castro, Ft.Fábio Rodrigues Vieira, Natália Vilela de Faria, Ft.Carolina Marques Carvalho Mitre Chaves e Ft. Elayne Assaf.


Resumo

A terapia do espelho (TE) surgiu a partir dos questionamentos
em relação à dor do membro fantasma. Hoje está em ascensão, com poucas referências; contudo, com uma perspectiva de
respostas positivas em relação à evolução de funções motoras de pacientes após doenças cerebrovasculares.


O objetivo deste estudo foi verifi car a evolução da mobilidade do membro superior através de movimentos fi nos e grossos, bem como as atividades de vida diária (AVD) do paciente com hemiparesia pós-AVE, através de um protocolo de TE.
Trata-se de um estudo de caso, onde foi escolhido um paciente com sequela de hemiparesia no período subagudo da lesão, com controle de tronco adequado e esboço no movimento de extensão de punho e na extensão dos dedos da extremidade superior afetada.

Os instrumentos de medida utilizados foram o Action Research Arm Test (ARAT), o teste de Fugl-Meyer (EFM) e a Medida de Independência Funcional (MIF) nos domínios autocuidado, mobilidade e locomoção, além do diário de relatos.

Foi aplicado um protocolo com 20 sessões através de um treinamento supervisionado pelo profi ssional de reabilitação, administrado 3 vezes por semana, por 30 minutos, contendo exercícios ativos funcionais para os membros superiores com graus progressivos de difi culdades.

Os resultados demonstraram uma resposta positiva em quase todos os testes, sendo mais evidentes na preensão e movimentos grossos.
O ARAT iniciou com escore 5 e no fi nal apresentou escore 15.
No EFM houve um acréscimo no escore total de 5 para 17.
Para o teste MIF houve aumento em seus escores em todas as funções de pelo menos 1 ponto, mantendo-se sem mudanças apenas os itens sobre locomoção.

Conclui-se que a TE trouxe bons resultados ao paciente avaliado.

Publicado em: Fisioterapia Brasil - Volume 11 - Número 5 - setembro/outubro de 2010.
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