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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Artrose - Doença pode afetar jovens obesos

A dor vai chegando aos poucos. Primeiramente, a sensação de incômodo acontece pela manhã ou após muito tempo em que as juntas ficam na mesma posição ou paradas. A artrose, que consiste no desgaste das articulações, normalmente começa assim. Um dos primeiros sintomas é dor no joelho ao subir e descer escadas ou ao agachar. Com o tempo, as dores tornam-se mais agudas e frequentes, podendo acometer também o quadril e a coluna. 

Antes, a doença era característica da terceira idade. No entanto, devido aos hábitos modernos, hoje não é raro encontrar um jovem que sofra com o problema, especialmente os obesos. O ortopedista Rodrigo Egger, de Londrina, afirma que a quantidade de jovens com artrose aumentou nos últimos anos. Segundo ele, isso acontece porque atualmente as crianças e os adolescentes se movimentam menos. 

''É raro uma criança que vai a pé para a escola. Além disso, elas passam muito tempo em frente à televisão e ao computador e, para piorar, comem de forma errada'', ressalta. Outro fator que contribui é o fato de a criança não praticar atividade física. ''Com isso, ela não desenvolve a musculatura como deveria'', diz. 

Apesar de a artrose não ser comum na infância, o médico explica que os hábitos inadequados nessa fase aumentam a probabilidade de a doença aparecer na idade adulta. 

De acordo com Egger, entre as principais causas para da doença estão a prática de esporte de alto impacto e o sobrepeso. ''Para prevenir a artrose é necessário manter a articulação saudável. Para tanto, é preciso se movimentar, não ficar acima do peso e ter um bom fortalecimento muscular'', orienta. 

O médico enfatiza que a artrose pode limitar muito a vida da pessoa e que o tratamento depende do grau em que a doença se encontra. ''Existem quatro graus. Quando a cartilagem começa a amolecer trata-se do primeiro; quando começa a perder a estrutura é o segundo; se há pequenas lesões e algumas partes do osso chegam a ficar expostas é o terceiro; e, por fim, quando a lesão já se formou, a artrose está definitivamente instalada e a doença chegou ao último grau, que é o mais grave'', explica. 

Entre os tratamentos indicados estão o uso de medicamentos e até a cirurgia. ''Alguns medicamentos podem ser injetados diretamente na articulação para melhorar a nutrição e fortalecer a cartilagem'', destaca Egger. 

Ele salienta que é necessário tratar a doença para que não evolua. ''Em casos extremos é necessário substituir a superfície articular por uma prótese. Colocar uma prótese em uma pessoa com menos de 60 anos é muito ruim, pois intefere demais na qualidade de vida'', disse o médico, ressaltando que a lesão que se instalou não regride. ''A gente trata para a doença não evoluir'', finaliza.

Paula Costa Bonini

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Reumatismo

Afinal de contas, o que é reumatismo e o que a fisioterapia tem haver com isso?

Reumatismo é o nome popular dado às doenças reumáticas, que são compostas por mais de cem doenças distintas que acometem o sistema músculo-esquelético, ou seja, ossos, articulações (“juntas”), cartilagens, músculos, fáscias, tendões e ligamentos. Além disso, essas doenças também podem comprometer diversos órgãos do corpo humano, como os rins, o coração, os pulmões e o intestino, assim como a pele.


As doenças reumáticas mais conhecidas são: osteoartrose, artrite reumatóide, osteoporose, gota, lúpus, febre reumática, fibromialgia, tendinite, bursite e diversas patologias que acometem a coluna vertebral.

Reumatismo não é uma “doença de velho”, pois pode ocorrer em qualquer idade, acometendo jovens, crianças e, inclusive, recém-nascidos.

Segundo estatísticas, 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de doença reumática, o que pode gerar, além do sofrimento pessoal, reflexos na vida sócio-econômica do país, uma vez que estas doenças enquadram-se entre as principais causas de incapacidade física e de afastamento temporário ou definitivo do trabalho.

Quem tem alguma doença reumática pode apresentar dor e calor nas articulações, edema (“inchaço”), rigidez matinal (dificuldade para movimentar as articulações ao acordar de manhã), fraqueza muscular e, conforme a patologia, lesões de pele, dor de cabeça, queda de cabelo, fadiga, emagrecimento e febre.

As doenças reumáticas não são contagiosas e podem ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, trabalho intenso, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas.

Essas doenças devem ser tratadas para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida, sem dores, sem o agravamento das lesões e sem maiores disfunções e deformidades articulares, que, por vezes, podem ser definitivas.

O tratamento das doenças reumáticas consiste na administração de drogas analgésicas e antiinflamatórias, de injeções locais de corticosteróides (infiltrações), de medicamentos próprios para o controle da doença e fisioterapia.

No tratamento das doenças reumáticas, a fisioterapia proporciona ao paciente uma reeducação física e funcional através do alívio da dor e da rigidez articular, da recuperação dos movimentos, do reforço e do relaxamento muscular, da prevenção ou tratamento das deformidades e, quando o paciente já apresentar seqüelas definitivas, auxilia na reabilitação profissional, desenvolvendo ao máximo o potencial residual existente, adaptando este paciente às novas condições de vida.

Todos esses benefícios podem ser obtidos por um programa de fisioterapia elaborado especificamente para tratar o paciente como um todo, levando-se em conta não somente o que o paciente está apresentando, mas também tentando-se atuar nas causas dos sintomas.

Para o tratamento de pacientes que apresentam essas doenças, o fisioterapeuta dispõe de uma variedade de recursos como, por exemplo, gelo, ultra-som, correntes elétricas, laser, massagens, mobilizações articulares, trações, alongamentos, técnicas para relaxamento e reforço muscular, assim como exercícios específicos para cada paciente.

Os pacientes ainda podem se beneficiar com o tratamento em piscina térmica, que é conhecido como hidroterapia ou fisioterapia aquática, onde são realizadas todas essas técnicas de mobilizações articulares, relaxamento e reforço muscular, com a vantagem de se estar em um meio que possibilita o alívio imediato de dores, proporcionando uma enorme sensação de bem estar e prazer.

Todo o tratamento com fisioterapia deve ser baseado em uma abordagem global, atendendo e assistindo o sujeito integralmente, com o objetivo de propiciar uma reabilitação mais completa e abrangente, em âmbito físico, psíquico, social e emocional, melhorando, significativamente, a qualidade de vida desses pacientes.

Fonte: www.sociedadefisioterapia.com.br

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Afinal, estalar as articulações faz bem ou faz mal?

O que faz com que os dedos, quando estalem, façam barulho?

Articulações são pontos de encontro de dois ossos com tecidos conectivos e ligamentos. Todas as articulações de nosso corpo são cercadas por líquido sinovial. Quando você estica ou dobra o dedo para estalar a articulação, está fazendo com que os ossos da articulação se separem. Assim, a cápsula de tecido conjuntivo que circunda a articulação é alongada. 

Alongando essa cápsula, você aumenta o seu volume. E como sabemos, a explicação vem da química. Com um aumento no volume vem uma diminuição na pressão. Assim como a pressão do líquido sinovial cai, gases dissolvidos no fluido tornam-se menos solúveis, formando bolhas através de um processo chamado cavitação. Quando a articulação é esticada, a pressão na cápsula cai tanto que estoura essas bolhas, produzindo o estalo que nós escutamos.

Demora cerca de 25 a 30 minutos para o gás redissolver para o fluido normal. Uma vez que o gás evapora, a cavitação é possível mais uma vez, e é possível estalar novamente os dedos.

Quanto aos danos associados a esse hábito, de acordo com a anatomia e fisiologia, foi publicado apenas um estudo aprofundado em relação os possíveis prejuízos do hábito de estalar. Os resultados não revelaram nenhuma ligação aparente com patologias como artrite; no entanto, esse hábito pode apresentar sinais de outros tipos de danos, incluindo danos de tecidos moles para a cápsula articular e uma diminuição na força de preensão. 

Do lado positivo, há evidências de aumento da mobilidade nas articulações logo após o estalo. Quando as articulações são manipuladas, os órgãos do tendão de Golgi (um conjunto de terminações nervosas envolvidas no sentido de movimento dos seres humanos) são estimulados e os músculos ao redor da articulação estão relaxados. Esta é a razão das pessoas sentirem a articulação "leve" e "solta".
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