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sábado, 5 de maio de 2012

O MÉTODO PILATES NA GRAVIDEZ

      
      Uma condição mínima de aptidão física tem sido indicada como sendo um dos fatores que permite obter níveis consideráveis de saúde e qualidade de vida por permitir a capacidade de realização da grande parte das atividades da vida diária. Apesar disso, em algumas situações isto nem sempre é possível, seja em função da idade, por limitações físicas ou por características naturais de momentos de vida específicos. Durante a gravidez, diversos cuidados tem sido aplicados na tentativa de proporcionar à gestante melhores condições de saúde e bem-estar, inclusive ao bebê.


      Além da ampla rotina de exames característicos deste período, outros fatores intervenientes devem ser rigorosamente controlados. Dentre eles encontram-se as condições da gravidez, a alimentação, os hábitos da gestante, a socialização, os aspectos emocionais, e não pode ser deixada de lado a prática de exercícios físicos. As mudanças na estrutura músculo-esquelética no corpo da mulher características do período (frouxidão ligamentar e tendínea, parede abdominal protusa) alteram de forma considerável as propriedades musculares. Isto conduz na grande parte das vezes modificações nas curvaturas torácicas e lombares naturais da coluna, o que pode vir a se tornar fator de risco no futuro ao desenvolvimento de determinadas patologias.

   Antigamente não era comum indicar a gestante a prática de atividades físicas. Atualmente, é recomendável, porém com determinados cuidados em termos de intensidade e tipo de exercício a ser praticado pelo fato de, entre outras variáveis, ocorrer o aumento da compressão articular e da freqüência cardíaca de repouso (em até 80%). Dessa forma, os exercícios a serem selecionados devem favorecer o retorno venoso, de forma a não exceder os 140 bpm cardíacos, respeitando sempre o nível de aptidão física inicial da gestante quando do ingresso em um programa de exercícios e, de suma importância, as considerações médicas.

      A manutenção por muito tempo de posições que se opõem à gravidade causam cansaço na gestante. Outros fatores contribuem a isso, dentre eles o aumento no consumo de oxigênio do bebê; compressão de artérias; compressão do diafragma, devido ao maior volume uterino e vindo a dificultar a respiração; entre outros.

      Parece óbvio que a prática de atividades físicas que não causem um cansaço excessivo e reforce as musculaturas mais exigidas neste período, como a abdominal (músculo reto, oblíquo interno e externo, transverso), a do entre pernas (músculos vulvares, perineais, e parte dos glúteos), a das costas (grande dorsal, trapézios, rombóides) e peitoral (peitoral maior e menor) venham a ser as mais indicadas às gestantes.

      Neste sentido, o Método Pilates, como uma nova e recente modalidade de atividade física está em grande ascensão e aceitação e atende às necessidades citadas acima, com base em seus princípios. Com exercícios que podem ser realizados tanto em aparelhos como no solo é possível a execução de diferentes combinações de movimento assim como a adequação dos exercícios (mais de 500) às necessidades de cada pessoa. No caso de gestantes, enfatizando a estabilidade e o conforto (por meio da posição deitada) a fim de evitar o comprometimento postural agravado pela força da gravidade quando em pé e combinado com trabalho de outras musculaturas, buscando sempre acelerar também a recuperação pós-parto.

      Provavelmente este seja o único método que enfatiza em toda sessão o trabalho específico de todos os grupamentos especificados anteriormente. Por meio do princípio da “contrologia” (controle o máximo possível de consciente dos músculos e movimentos do corpo), busca a melhora em aspectos respiratórios, posturais, e de reforço e mobilidade articular e muscular.

      O número de sessões semanais do método, podendo ser individual ou em grupo, deve ser de no mínimo duas, com duração de 60 minutos, agradáveis e ritmadas, de modo que ao final da sessão a pessoa esteja disposta e sem dor, inclusive no dia seguinte. Caso isso ocorra, alguns dos princípios do método não foram corretamente aplicados. Grande parte dos estudos publicados até então são favoráveis às proposições do método.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Se andar é considerado tão saudável para dor lombar, por que tantas pessoas sentem dor quando andam?

Gostaria de diferenciar entre a marcha efetiva e a marcha eficiente. 
A efetiva significa que o indivíduo é bem sucedido em mover-se daqui para lá. A postura pode ser horrível, a pessoa pode estar cheia de dor, e ainda ter uma marcha efetiva.

A marcha eficiente, porém, é muito difícil. Ela otimiza o sistema músculo-esquelético e o sistema de fáscias para minimizar o gasto energético, minimizar as forças destrutivas através do corpo e aumentar a resistência e a força ao longo do tempo.

Então, como se determina se a marcha é eficiente? Tenho muitos pacientes que sofrem de patologias que os levam de volta à marcha ineficiente, limitando sua capacidade de exercício, e os benefícios que acompanham o exercício, como controle de peso, benefícios cardiovasculares e psicoemocionais. Estas patologias, se não tratadas, podem levar a posturas de marcha prejudiciais, consistindo de isquiotibiais e flexores do quadril encurtados, ombros arredondados e anteriorização da cabeça, tudo levando ao aumento da ineficiência da marcha e os efeitos colaterais indesejados de não ser capaz de andar bem.

Eu tive um paciente que foi diagnosticado com uma redução substancial de forame em suas vértebras lombares (esta é a abertura onde a raiz do nervo passa, fornecendo estímulo sensorial e motor, às extremidades inferiores). Sua dor só ocorria quando ele ficava de pé por qualquer período de tempo ou andava qualquer distância, um diagnóstico clássico de ESTENOSE. Ao observarmos sua postura em pé e andar, percebemos que ele inclinava para trás, aumentando a força aplicada no segmento estenótico na lombar, colocando pressão sobre a raiz nervosa que alimenta as pernas. Quando lhe pedi para corrigir sua postura, ele observou que sua dor desapareceu completamente. Através do alongamento axial da coluna lombar e deslocando seu peso para frente, ele foi capaz de diminuir a força destrutiva nas costas e na raiz nervosa e ele conseguiu voltar a andar e ficar em pé sem sentir dor. CIRURGIA NÃO!

Então, como você anda? Aqui estão alguns pontos para que você possa avaliar sua própria marcha.

1. Em pé você tem mais peso sobre a frente do pé ou o calcanhar?

2. Quais os músculos que fazem a maioria do trabalho em pé, quadríceps, isquiotibiais ou nenhum destes?

3. Suas pernas são juntas ou separadas (como John Wayne)?

4. Será que seus braços se movem quando você anda ou simplesmente ficam ao lado do corpo?

5. O seu quadril balança de lado a lado, um pouco, muito ou nada?

(Respostas corretas:... 1 frente do pé, 2 nenhum destes, 3 juntos, 4 braços devem mover-se, 5 quadris devem oscilar um lado para outro como um 8...)

Bem, mesmo na marcha normal e saudável como mencionado anteriormente, há uma grande variação. A postura desempenha um papel muito importante na marcha eficiente. Se você pensar no corpo como uma pilha de ossos equilibrando no espaço e um fio de prumo descendentes de seus ouvidos para o chão seria parecido com as fotos abaixo

Posições da coluna:

Observe a posição da cabeça em relação com os ombros e a caixa torácica. Estão empilhadas verticalmente? A caixa torácica deve estar diretamente alinhada com a pelve. O fio de prumo atravessa agora o terço anterior do joelho e o espaço imediatamente anterior ao tornozelo. Isso significa que você deve estar sentindo cerca de 60% do peso na frente dos pés e 40% nos calcanhares dos pés.

Sugestão de exercícios para melhorar a sua postura estática e na marcha:

1. Finja que sua cabeça está suspensa por um elástico do teto.

2. Eleve os calcanhares e apoie nos metatarsos encontrando o seu equilíbrio.

3. Lentamente abaixe os calcanhares até quase tocarem o chão.

4. Observe a inclinação anterior e o aumento da tensão dos músculos abdominais, isso é uma coisa boa!

5. Certifique-se de que você não está compensando, empurrando os quadris para frente.

6. Incline-se lentamente para trás até os músculos da coxa relaxarem.

7. Agora, imagine o vento está soprando de trás e permita que o primeiro passo à frente aconteça na desaceleração do vento em suas costas e continue.

8. Mais um pensamento que pode ajudar é fingir que um elástico ainda lhe levanta suavemente, enquanto você anda.

Você pode notar que vai se sentir mais leve e que tem mais amortecimento no seu passo. 

Você também vai notar uma diminuição no estresse das articulações e músculos. Andar pode se tornar agradável e eficiente de novo ao trabalhar no seu alinhamento. Devolva o amortecedor ao seu passo e tire a dor das suas costas.

Fonte: ABRAPI.
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