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domingo, 12 de junho de 2011

Sedentarismo em Profissional da Saúde



O sedentarismo prevalece entre 27,5% dos profissionais de saúde. A pesquisa também apontou um maior percentual de sedentarismo em profissionais que trabalham em municípios de grande porte e têm alto nível socioeconômico.

Para o estudo, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, foram analisados 3.347 trabalhadores. O trabalho, feito por pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina e de Pelotas abrangeu profissionais de saúde de 240 unidades básicas de saúde (UBS) nas regiões Sul e Nordeste do Brasil.

"É urgente a necessidade de estratégias para estimular os profissionais de saúde a uma mudança de comportamento", alertam os pesquisadores no artigo. "Nesse sentido, cabe destacar a importância de projetos de capacitação de profissionais de saúde para a orientação e a prática de atividade física, a articulação entre profissionais de UBS e educadores físicos, e estudos de intervenção sobre a temática".

Trabalhadores da saúde

Todos os profissionais das UBS avaliadas foram convidados a participar do estudo, o que incluiu médicos, enfermeiros, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem, recepcionistas e agentes comunitários de saúde.

A média de idade encontrada foi de 37 anos e, em termos de atividade profissional, 33% eram agentes comunitários de saúde.

Com relação às regiões do país, os profissionais se mostraram mais sedentários em municípios com mais de 500 mil habitantes, tanto no Sul (33,8%), quanto no Nordeste (28,8%).

Nos municípios com menos de 200 mil habitantes as prevalências variaram de 24% no sul a 21,8% no nordeste.

Mais rico, mais sedentário

"O sedentarismo foi significativamente maior naqueles que trabalham no modelo tradicional de UBS em relação àqueles vinculados ao programa de saúde da família (PSF)", comentam os pesquisadores. Além disso, trabalhar na UBS até 20 horas por semana e executar suas funções em um regime de trabalho precário não mostraram associação com o sedentarismo.

"A hipótese é que as práticas de deslocamento ativo, serviços domésticos pesados, atividades física pesada no trabalho sejam mais frequentes entre os pobres, gerando maior nível de atividade física total em comparação aos ricos, os quais apresentam maior prática de atividades física no lazer", explicam os pesquisadores.

Sedentarismo e educação

"A escolaridade esteve associada ao sedentarismo no Nordeste, e os profissionais com pós-graduação foram os mais sedentários", afirmam os pesquisadores. "Já no Sul, o tabagismo mostrou-se associado ao sedentarismo, o que nãofoi verificado no Nordeste".

Os pesquisadores ainda apontam a possível necessidade de orientação desses profissionais de saúde nas UBS.

"Os resultados também estimulam a pensar na possibilidade real da presença de profissional de educação física no grupo de profissionais que atendem a população, pela possibilidade de contribuir para a mudança de comportamento entre seus colegas profissionais e pelos benefícios que podem estender-se à população em geral que utiliza as UVS", concluem os pesquisadores.

Fonte: Jornal da Saúde

quarta-feira, 27 de abril de 2011

DENTISTAS PODEM TER PROBLEMAS NA COLUNA, OMBROS E BRAÇOS


A odontologia é uma profissão que predispõe o cirurgião-dentista a situações de estresse físico e psíquico podendo causar patologias do sistema músculoesquelético, que levam à incapacitação para o trabalho, caso não sejam observados os princípios de ergonomia.


Ergonomia

Ergonomia pode ser definida como o estudo de aspectos do trabalho e sua relação com o conforto e bem-estar do trabalhador. Ou ainda, o estudo da adaptação do trabalho ao homem.

Desgaste

Todo trabalho provoca um desgaste físico e psíquico àquele que o realiza. Em relação ao trabalho numa clínica odontológica não é diferente.



A pratica odontológica proporciona um desgaste físico consideravelmente grande para o cirurgião-dentista e isso faz com que o mesmo fique bastante vulnerável a vários problemas músculoesqueléticos. Existem fatores que contribuem para essa existência e o aumento desses problemas como: estresse físico e mental, falta de intervalos entre atendimentos, falta de alongamentos e repousos, longa jornada de trabalho, a pressão sobre o profissional em seu ambiente de trabalho, falta de exercícios físicos e principalmente posturas inadequadas para a execução das tarefas.


Mas por que os dentistas podem ter problemas na coluna, ombros e braços?

O cirurgião-dentista posiciona-se de pé ao lado da cadeira, com o paciente sentado. Nessa posição há uma grande carga de pressão concentrada sobre os membros inferiores, há uma sobrecarga nos ligamentos, tendões, músculos e articulações, o retorno venoso fica dificultado e o sangue concentra-se nos pés e nas pernas; há um aumento do débito cardíaco, havendo sobrecarga do sistema circulatório. A posição do corpo é alterada com frequência e o apoio quase sempre realizado em único pé de cada vez. Isso tudo provoca esforços excessivos sobre a coluna, ombros e braços.

A ergonomia aplicada à odontologia não é diferente das outras áreas ou aplicações, pois procura obter meios e sistemas para diminuir o estresse físico e mental,
prevenir as doenças relacionadas à prática odontológica.

Forma de se sentar
Existe uma cadeira projetada especialmente para melhorar a ergonomia no ambiente de trabalho dos cirurgiões-dentistas, o assento do mocho, o qual obriga o cirurgião-dentista a sentar-se na parte mais posterior dos glúteos, sobre os ísquios. Isso faz com que a coluna vertebral fique automaticamente ereta.

Os ísquios anatomicamente situam-se na base dos glúteos - bumbum
A fisioterapia deve participar com seu conteúdo para a reabilitação, manutenção e promoção da saúde, impedindo que lesões e patologias possam ocorrer.

Para tanto, utiliza a aplicação de recursos fisioterapêuticos, como por exemplo, prevenção do desconforto ou queixas músculo-esqueléticas nas atividades laborais; estudo ergonômico do trabalho, junto à equipe de saúde e segurança do trabalho. Outro recurso é a aplicação de técnicas de relaxamento, alongamentos e fortalecimento muscular que proporcionam ao cirurgião dentista a prevenção de patologias. O músculo alongado e resistente produz força com menor fadiga e transfere menor carga às junções miotendíneas e osteotendíneas (estruturas anatômicas dos músculos), prevenindo lesões.

Método Pilates

O método Pilates consiste no ensino cuidadoso dos movimentos que compõem os exercícios de alongamento, flexibilidade, tonificação e individualização das estruturas corporais, com ênfase no alinhamento postural. Concentra-se na atenção, controle, respiração e no recrutamento das fibras musculares, para construir o movimento preciso melhorando o padrão postural e a consciência corporal pelo constante estímulo da estrutura músculo-esquelética, na forma geral e específica, desencadeando a lubrificação e o fortalecimento das articulações e uma melhor qualidade de vida.

Através do Pilates o cirurgião-dentista pode prevenir lesões, manter seu corpo saudável e mais resistente.

A incorporação do método Pilates nos exercícios de solo, bola e aparelhos permitirá que o praticante desenvolva alongamento, força muscular e melhor postura utilizando-se de todos os grupos musculares.

O método não possui contraindicação e pode ser utilizado por pessoas de todas as idades e todos os níveis de condição física, desde o sedentário, até o atleta de alto nível.

O método Pilates foi criado em 1920 pelo alemão Joseph H. Pilates (1880 – 1967). Segundo ele, após as 10 primeiras aulas iniciam-se as primeiras modificações corporais; após 20 aulas, essas modificações se tornam mais visíveis e após 30, as mudanças podem ser notadas por nossos semelhantes.

Por favor, encaminhem este post aos seus colegas dentistas!!!

FONTE: Blog Faça Fisioterapia
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